Entrega de trens chineses atrasa no Rio e governo tenta multar concessionária

Em ofício, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB) informou em dezembro à Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio (Agetransp) que a concessionária Metrô Rio não cumpriu a obrigação de comprar 114 trens e colocá-los em circulação até agosto de 2010. O investimento estava previsto no contrato de renovação da concessão. Segundo o governo, a empresa "não prestou contas do seu atraso, que se afigura injustificável".

Felipe Werneck / RIO, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2011 | 00h00

Na ocasião, Cabral requereu a aplicação de multa mensal à concessionária, mas até agora, quase quatro meses depois, a agência reguladora ainda não se manifestou. A mesma Agetransp acaba de aprovar um aumento de 11,5% da tarifa do Metrô. O novo preço da passagem (R$ 3,10) começou a vigorar no sábado.

Ontem, por meio de nota, a agência informou que foi aberto um processo após o recebimento do ofício, que "será apreciado na próxima sessão regulatória, no dia 12".

A Metrô Rio informou que começará a receber os trens - comprados da China - no fim deste ano, mas não divulgou o motivo do atraso. A concessionária informa que eram transportados em média 272 mil passageiros por dia útil nos 12 meses anteriores à privatização do sistema, em 1998. "Nos últimos 12 meses, foram transportados em média 610 mil passageiros por dia útil."

A empresa, que se comprometeu a investir R$ 1,15 bilhão, alega já ter investido R$ 805 milhões.

Em 2007, início da gestão Cabral, o contrato do metrô foi prorrogado por mais 20 anos. A concessão da Metrô Rio deve terminar em 2038.

Investimento

66%

será o aumento da frota do Metrô do Rio quando os trens chineses forem colocados em operação.

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