Entre os melhores lugares do Brasil, renda não é determinante

Por Regiões, destaque é para Palmas, Brasília, Fernando de Noronha, Florianópolis e São Caetano

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2013 | 02h05

A característica que une as piores cidades do País é a falta de renda, a economia quase sem saída e a educação em níveis muito baixos. Entre elas, o IDHM Educação mais alto, de Assunção do Piauí, é de só 0,382, muito longe do limite para ser considerado baixo. Na outra ponta, as melhores cidades do País nem sempre têm rendas tão altas - Assis, em São Paulo, tem renda per capita de apenas R$ 967 - mas, ainda assim, têm uma economia muito mais dinâmica e oferece serviços sociais muito melhores.

Todas elas estão nas Regiões Sul e Sudeste e incluem seis capitais. Apesar das dificuldades apontadas especialmente nas redes escolares e de saúde de grandes capitais como São Paulo, Porto Alegre e Vitória, a estrutura já estabelecida, o orçamento alto e os recursos que circulam dão a essas cidades uma capacidade muito maior de resolver os problemas dessa população.

Por região. Com mais de 180 indicadores para os mais de 5.500 municípios do País, a atual edição do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil também permite uma análise das cidades mais bem colocadas por região. A capital de Tocantins, Palmas, por exemplo, atingiu IDHM de 0,788 e lidera o desenvolvimento humano na Região Norte. No Nordeste, Fernando de Noronha (IDHM de 0,788) é o mais bem colocado, enquanto que a maranhense Fernando Falcão (0,443) ocupa o outro lado da tabela. O ranking no Centro-Oeste é encabeçado por Brasília, com IDHM 0,824, enquanto que a pior pontuação fica com Japorã (MS), com IDHM 0,526.

Os municípios das regiões Sul e Sudeste com maior índice de desenvolvimento são Florianópolis (0,847) e São Caetano do Sul, respectivamente. A outra ponta da tabela é ocupada, nas duas regiões, pela paranaense Doutor Ulysses (0,546) e pela mineira São João das Missões (0,529). A cidade que mais avançou no IDHM nos últimos 10 anos foi Mateiros, no Tocantins. Desde 2000, Mateiros conseguiu avanço de 0,326 pontos no indicador, indo de 0,281 para 0,607 pontos. /L.P., RAFAEL MORAES MOURA e RAFAEL DELLA COLETTA

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