Entre alunos, entrada restrita é polêmica

Alunos, funcionários e frequentadores da Cidade Universitária aprovam a maior parte das medidas de segurança previstas, mas o controle por cancelas à noite e durante a madrugada divide opiniões.

O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2012 | 03h31

Para a técnica de laboratório Adriana Maria dos Santos, de 37 anos, que trabalha na Faculdade de Farmácia, vigias nos estacionamentos são fundamentais. "Se tiverem uma visão privilegiada de cima de toda a movimentação, então, melhor ainda. Logo depois da morte do estudante da FEA, há um ano, até fizeram experimentos colocando os vigias em cima de escadas nesses pontos", lembra.

Calouro de Engenharia Civil da Escola Politécnica (Poli), Guilherme Kitasato, de 20 anos, também gostou da ideia das plataformas elevadas, mas não acha que o uso de cancelas duplas, mesmo apenas para controle de acesso noturno, seja a melhor solução. "É um espaço público. Não sei se é legal ter de se identificar para entrar."

Thiago Saziki, de 19 anos, estudante de Engenharia Elétrica, também não acredita que controlar acessos ao câmpus funcione. "E quem entrar de ônibus?" Ele também tem ressalvas quanto às cancelas duplas. "Os vigias têm de ser muito bem treinados, porque os que ficam nas portarias do meu prédio sempre dormem", afirma.

O aluno Alexsandro Batista, de 25 anos, cursa Educação Física e mora no câmpus. "Eu apoio medidas de segurança desde que elas não acabem com a liberdade das pessoas."

Antônio Custódio da Silva, de 82 anos, que há 32 vende cachorro-quente dentro do câmpus, aprovou todas as propostas que estão sendo elaboradas pela nova superintendência de segurança. "Esse sistema vai favorecer todo mundo que trabalha ou estuda aqui", considera. Fábio Batistini Agostiniano, de 34 anos, treina ciclismo na USP e não acha que a adoção de cancelas será restritiva. "Só frequento o câmpus durante o dia. Acho justo que haja controle noturno e acesso só da comunidade." / L.A.

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