Entre a Vai-Vai e a Beija-Flor

Durante o pré-carnaval, ele era visto de segunda a quinta-feira no barracão da endinheirada Beija-Flor. Na sexta, desembarcava no da Vai-Vai. Mesmo com 26 carnavais e quatro campeonatos para lhe respaldar, Alexandre Louzada só deu conta porque tem uma equipe com cinco cariocas em São Paulo.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

05 Março 2011 | 00h00

"Falta mão de obra especializada, é uma carência reconhecida por todos", diz Louzada, que tocou enredos biográficos nas duas cidades: Roberto Carlos, na Beija-Flor, e o maestro João Carlos Martins, na Vai-Vai. O custo do primeiro (R$ 7 milhões) será 2,5 vezes o do segundo (R$ 2,8 milhões). Na Beija-Flor, Louzada integra a comissão de carnaval da escola.

Ele prefere o Anhembi à Sapucaí, por ser mais largo (é mais curto, porém, com 200 metros a menos) e ter mais espaço na área da armação.

Saudosista, a cantora Leci Brandão sente falta da época em que a evolução das baianas e do mestre-sala e da porta-bandeira se sobressaíam mais do que os carnavalescos-grife. "Não estou menosprezando o trabalho deles, mas não se pode inverter os valores. Antigamente, quem mandava era o sambista."

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