Entra em vigor inclusão de VUCs no rodízio de São Paulo

Restrição aos Veículos Urbanos de Carga é a terceira medida da Prefeitura em um mês para melhorar trânsito

Renato Machado, de O Estado de S. Paulo,

31 de julho de 2008 | 20h48

Entram em vigor na sexta-feira, 1, as mudanças no horário de proibição de circulação dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs) nos 100 quilômetros quadrados da Zona de Máxima Restrição de Caminhões. Os caminhões de pequeno porte, únicos veículos de carga que atualmente têm acesso à região do centro expandido de São Paulo durante o dia, agora poderão circular apenas das 10 às 16 horas, dependendo da placa. Segue liberada a circulação das 21 às 5 horas.   Veja também Lentidão cai 49% na primeira manhã de rodízio de caminhões Rodízio passa a valer nesta segunda para caminhões em SP Medidas para combater o trânsito   Essa é a terceira medida da Prefeitura em pouco mais de um mês para tentar melhorar a fluidez do trânsito restringindo os veículos de grande porte.   No dia 30 de junho, a prefeitura ampliou de 25 para 100 quilômetros quadrados a área de restrição para caminhões no centro expandido entre 5 e 21 horas. Os VUCs continuaram com acesso à essa região, mas passaram a respeitar um sistema de rodízio de placas pares e ímpares. Os veículos de placas pares podiam circular nos dias pares e os ímpares nos dias ímpares.   Com a nova regra, o sistema de rodízio continua valendo, mas o horário de circulação dos VUCs foi reduzido, para das 10 às 16 horas. O acesso segue liberado para todas as placas das 21 às 5 horas. O decreto 49.636/08 prevê que esse formato seja utilizado até o dia 31 de outubro. Após essa data, os VUCs também estariam proibidos no centro expandido das 5 às 21horas. O prefeito Gilberto Kassab, no entanto, abriu a possibilidade de suspender essa proibição.   Multa   A multa para quem transitar em local e horário não permitidos será de R$ 127,69 e o infrator perderá cinco pontos na carteira. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) irá manter a fiscalização com 501 agentes, adotada no início da restrição a caminhões, além da ação da Polícia Militar.   As associações de transporte de carga protestaram contra a medida e ameaçam entrar na Justiça. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelúcio, considera impraticável fazer as entregas em apenas seis horas.   O Setcesp está organizando uma lista de reivindicações para entregar à Secretaria Municipal dos Transportes. Dentre elas, está a volta do antigo horário de restrição dos VUCs. "Antes, éramos totalmente contra qualquer restrição. Mas, como está difícil mudar a posição da Secretaria dos Transportes, pedimos que eles nos dêem condições mínimas para trabalhar", afirma Pelúcio.   Tendência   O professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Jaime Waisman diz que a cidade está seguindo o rumo das principais metrópoles mundiais ao restringir os veículos de grande porte. "Em Tóquio, Londres e Nova York, os caminhões não entram na cidade", declara.   Waisman acrescenta que é necessário construir centros de distribuição na entrada da cidade para receber as cargas dos grandes caminhões e repassar para os menores fazerem as entregas. Ele também acredita que o transporte público deve ser melhorado. "Do contrário, todo o ganho em fluidez que tivermos será perdido com o tempo, porque as pessoas vão preencher os espaços com carros."

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