Entidades dizem que plano é lastreado em abusos

As entidades médicas repudiaram as condições de trabalho no Mais Médicos mostradas na reportagem do Estado de domingo e voltaram a defender como solução a criação de uma carreira pública para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota divulgada ontem, a categoria afirmou que o programa é lastreado em situações de abuso contra os direitos humanos e trabalhistas.

Murilo Rodrigues Alves / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2014 | 02h02

A Associação Médica Brasileira (ABM), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestaram "indignação" com o que chamaram de "irresponsabilidade" dos gestores do Ministério da Saúde por supostas omissões que resultariam em comprometimento das condições de trabalho, prejuízos financeiros e danos morais, entre outros problemas.

A nota manifesta "total repúdio às agressões aos direitos humanos, individuais e trabalhistas" aos quais médicos estrangeiros e brasileiros foram e têm sido submetidos. As associações pedem que todas as denúncias e indícios de irregularidades no programa sejam apurados com rigor pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Paliativos. Essas entidades ainda acusam o Ministério da Saúde de ter engavetado inúmeras propostas para resolver "definitivamente" o problema. A única saída para suprir os gargalos no atendimento da rede pública de saúde, segundo as associações, é a criação de uma carreira pública para os médicos. Todas as outras soluções seriam "temporárias, paliativas e de baixa eficácia".

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