Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Entidades cobram mais segurança na Paulista aos domingos

Rede Minha Sampa também quer pesquisar com comerciantes da região sobre faturamento nos dias em que a via está fechada para carros

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2016 | 05h00

A Rede Minha Sampa – ONG de mobilização cidadã e política – escreveu uma carta ao prefeito eleito, João Doria (PSDB), na semana passada, pedindo a manutenção do programa Paulista Aberta, mas solicitando também melhorias na segurança pública aos domingos. O grupo também planeja pesquisar com comerciantes da região sobre faturamento nos dias em que a via está fechada.

Segundo Guilherme Coelho, coordenador de mobilização da Minha Sampa e membro do Comitê de Ruas Abertas da Prefeitura, é preciso que tanto a Polícia Militar quanto a Guarda Civil Metropolitana (GCM) ampliem o efetivo aos domingos e feriados, nos horários do programa. Para ele, falta uma operação articulada entre os poderes municipal e estadual. “O programa tem sido um sucesso grande e qualquer tipo de investimento é importante. É como se fosse um novo Ibirapuera”, afirma.

Coelho diz que a carta será uma pressão política para que Doria mantenha a iniciativa enquanto faz ajustes. “Acabar com o Paulista Aberta seria um desrespeito aos paulistanos e aos turistas que já entendem o programa como ponto turístico. Não é preciso parar um programa para melhorá-lo”, diz. 

Críticas. Mas outra carta a Doria pede o contrário. Grupos críticos ao fechamento da avenida pedem a “urgente revogação” do programa até que sejam feitos estudos de viabilidade. No texto, listam problemas – entre eles, a insegurança. Assinam representantes de entidades da sociedade civil da região, como a Associação Paulista Viva.

Vilma Paramezza, presidente da associação, destaca a falta de gestão uniforme como um dos principais problemas. A via hoje é de responsabilidade das Subprefeituras da Sé, de Pinheiros e da Vila Mariana. “Gostaríamos de unificar até para termos um responsável com quem conversar diretamente”, defendeu. 

O prefeito eleito disse, via assessoria de Imprensa, que não vai revogar o programa. Doria ainda afirmou que vai garantir o diálogo com a comunidade para tentar sanar os problemas. 

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