Arquivo/AE
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Enterrado corpo do jornalista Daniel Piza

Jornalista e colunista do 'Estado' tinha 41 anos e deixa mulher e três filhos

estadão.com.br

01 de janeiro de 2012 | 10h43

O corpo do jornalista Daniel Piza foi enterrado na manhã deste domingo, 1º, no Cemitério de Congonhas, em São Paulo. Piza, de 41 anos, morreu na noite desta sexta-feira, 30, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Estava em Gonçalves (MG), onde passava as festas de fim de ano com a família. Chegou a ser socorrido pelo pai, que é médico, mas não resistiu.

 

Paulistano e corintiano fanático, Piza era colunista do jornal O Estado de S. Paulo, onde começou a carreira em 1991. Escrevia aos domingos no Caderno 2 e, desde 2004, assinava também uma coluna sobre futebol, além de manter um blog no portal estadão.com.br. Apresentou os programas Estadão no Ar e Direto da Redação na rádio Estadão ESPN.

 

Advogado, formado no Largo de São Francisco, era escritor, com 17 livros publicados, entre eles Jornalismo Cultural (2003), a biografia Machado de Assis - Um Gênio Brasileiro (2005), Aforismos sem Juízo (2008) e os contos de Noites Urbanas (2010). Traduziu títulos de autores como Herman Melville e Henry James e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira. Fez também os roteiros dos documentários São Paulo - Retratos do Mundo e Um Paraíso Perdido - Amazônia de Euclides.

 

Daniel Piza deixa mulher, Renata Gonçalves Piza, e três filhos.

 

Carreira. Na década de 1990, trabalhou nas editorias de Cultura do Estado, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, na cobertura de literatura e artes visuais. Em maio de 2000, retornou ao Estado como editor-executivo e colunista cultural.

 

No Estado, também foi o responsável por reportagens exclusivas, como o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo. No fim da manhã, o jogador lamentou a morte de Piza em seu perfil no Twitter:

 

 

 

Em seu último post, Piza escreveu um breve recado aos leitores, desejando feliz 2012 e anunciando sua volta no dia 11. Em um dos textos mais comentados, homenageou a mãe, Edith, que morreu em agosto deste ano.

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