Entenda o caso e relembre as acusações contra Gil Rugai

Ex-seminarista é acusado de matar o pai e a madrasta em Perdizes, em 2004, mas julgamento não está marcado

24 de agosto de 2009 | 14h12

O publicitário e ex-seminarista, Gil Rugai é acusado de matar o pai, Luiz

Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño,
 em março de 2004. O corpo do casal foi encontrado um dia depois do crime, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. No mesmo local onde o casal morava, funcionava a produtora de vídeos do publicitário.

 

O vigia disse ter visto Gil Rugai ter saído da casa na noite do crime. Dois dias após, a polícia descobriu que a produtora havia sofrido um desfalque de R$ 100 mil. No dia seguinte, informou que o desvio havia sido dado por Gil Rugai. Depois disso, no dia 6 de abril de 2004, o publicitário se entregou para a polícia, mas alegou inocência.

 

Relembre a cronologia do caso Gil Rugai

 

29 de março de 2004 - Um dia após o casal ser encontrado morto na casa da Rua Atibaia, em Perdizes, o vigia da rua diz ter visto Gil Rugai, filho de Luiz Carlos, saindo da casa na noite do crime, na companhia de outra pessoa;

 

30 de março de 2004 - A polícia descobre que a produtora sofreu desfalque de R$ 100 mil um mês antes do crime. Gil trabalhava na contabilidade da empresa;

 

4 de abril de 2004 - Perícia encontra cartucho disparado pela mesma arma usada nos assassinatos no quarto do estudante na casa do pai. No dia seguinte, é confirmado o desfalque de R$ 100 mil dado por Gil;

 

6 de abril de 2004 - O estudante se entrega, mas nega o crime. No dia 29, a Justiça acolhe denúncia do Ministério Público contra Gil;

 

21 de maio de 2004 - Laudo constata que a pegada do estudante é compatível com a encontrada em uma porta arrombada na casa do pai;

 

25 de junho de 2005 - Pistola semi-automática calibre .380 é encontrada na tubulação do prédio onde Gil mantinha sua produtora;

 

6 de julho de 2005 - Perícia conclui que a pistola é a mesma usada para matar Luiz Carlos e Alessandra;

 

9 de agosto de 2005 - Rugai tem liminar negada em dois habeas corpus pelo ministro Joaquim Barbosa, do STF. Foram negados o trancamento da ação penal e a revogação de sua prisão preventiva;

 

15 de setembro de 2005 - Juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha, do 5º Tribunal do Júri, anuncia que Gil Rugai vai a júri popular. No entanto, a data do julgamento não é marcada;

 

18 de abril de 2006 - Após 2 anos e 13 dias preso, o estudante Gil Rugai obtém habeas corpus no STF para aguardar seu julgamento em liberdade. No dia seguinte, ele sai do Centro de Detenção Provisória (CDP);

 

9 de maio de 2006 - A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça nega recurso da defesa de Gil Rugai e decide que ele vai a júri popular. No entanto, a data do julgamento não é definida;

 

8 de setembro de 2008 - Procurador pede a revogação da liberdade provisória concedida a Gil Rugai. No pedido, o procurador alega que ele mudou de cidade sem avisar a Justiça. Com o pedido aceito pelo TJ, Rugai volta à prisão;

 

10 de fevereiro de 2009 - Gil Rugai é solto após ficar 150 dias preso em Tremembé, no interior de São Paulo. A libertação foi decidida pelo ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça;

 

21 de agosto de 2009 - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordena que Gil Rugai seja preso. Em seguida, a defesa pede ao STF um habeas corpus para que ele continue solto.

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