Ensino de todos os tipos e níveis

Ordem tem 14 colégios e 44 centros de cursos

O Estado de S.Paulo

30 Março 2014 | 02h02

João Víctor Ramani e Souza, de 11 anos, aluno do Colégio São Luís, na região central de São Paulo, pesquisa um fio de cabelo na aula de Ciências, em seu primeiro contato com o microscópio. Ele e os colegas, meninos e meninas, estudam em um dos estabelecimentos mais conceituados e caros da Companhia de Jesus, equivalente ao Santo Inácio, no Rio, e ao Loyola, em Belo Horizonte.

Cristian Gabriel Ramiro, de 14, dedilha as cordas de um violão na aula de música da unidade do Projeto Fé e Alegria, na Estrada de Taipas, periferia da zona norte. Ele estuda em uma escola pública à tarde, mas frequenta essa unidade na qual os jesuítas oferecem a crianças e adolescentes atividades de arte e lazer. Tudo de graça, com almoço, jantar e lanche. Fundado na Venezuela, o projeto tem 2,7 mil centros na América Latina e beneficia 1,5 milhão de pessoas.

"Temos 44 centros como esse em 15 Estados com cerca de 20 mil atendidos", informa o diretor-presidente da Fundação Fé e Alegria no Brasil, padre Álvaro Negromonte. A obra, que funciona em convênio com prefeituras, Estados e empresas privadas, tem mais uma unidade no Grajaú, na zona sul. O coordenador estadual, Clodoaldo Muchinski, trabalha com colaboradores leigos. Como nos colégios, os padres são apenas um ou dois em cada instituição, em cargos de direção e orientação.

Os jesuítas têm 14 colégios e quatro instituições de ensino superior no Brasil, além de ser responsáveis por administrar a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). No Colégio São Luís, que tem 2.126 alunos, funciona também um curso noturno, com 500 vagas, para formação acadêmica e aulas de teatro e informática, com bolsas integrais, alimentação, livros e uniformes.

A Companhia de Jesus tem uma missão evangelizadora. A base são as questões relacionadas a moralidade e ética, sem catequese ou proselitismo. "As aulas tratam do ensino religioso como dado antropológico e uma experiência humana que inclui religião", diz o coordenador pedagógico, Laez Fonseca. A maioria dos alunos é católica, mas há judeus, protestantes e ateus.

Os padres atuam no apostolado espiritual, em paróquias, em projetos sociais e na formação de lideranças em cultura, educação, política e economia. O Serviço Jesuíta de Refugiados beneficia 700 mil pessoas em 50 países. Em Manaus, o Projeto Pró-Haiti atende 30 imigrantes haitianos por dia. / J.M.M.

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