Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo
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Ensaio de carnaval em SP dependerá de liberação da Prefeitura

Blocos precisarão de aval para eventos antes do dia 3, quando tem início o calendário oficial; 20 pedidos foram feitos

Marcela Paes, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2018 | 07h30

SÃO PAULO - Quem quiser botar o bloco na rua mais cedo em São Paulo vai ter de pedir autorização da Prefeitura. Para eventos antes do dia 3 de fevereiro, quando começa o calendário oficial de carnaval, blocos dependerão de aval. Parte dos grupos garante que fará o “esquenta” mesmo sem liberação, enquanto outros correm atrás de regularização.

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A regra foi reforçada depois que um ensaio aberto do bloco Minhoqueens, no último sábado, foi dispersado pela Polícia Militar com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Marcado em um local fechado, o “esquenta” não tinha autorização e excedeu a expectativa de público.

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Com duas semanas para o início do calendário e dezenas de ensaios de blocos marcados, a Prefeitura diz ter recebido 20 pedidos de autorização para a realização dos eventos. Seis deles ainda estão em análise e até ontem nenhum pedido havia sido indeferido.

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A Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais diz que os blocos devem seguir as mesmas regras exigidas para qualquer evento em local aberto e “as informações sobre números de pessoas, data e horário são imprescindíveis para a operação dos agentes municipais, tais como fechamento de vias e aumento das equipes de limpeza”.

O bloco Não Serve Mestre não pediu autorização da Prefeitura para o ensaio marcado para hoje, no bar Traço de União, em Pinheiros, na zona oeste, mas afirma que manterá a banda dentro do bar e vai respeitar a lotação máxima da casa. “Mesmo sendo um ensaio aberto, quem ficar para fora, vai ter de ir embora. Assim, evitamos a aglomeração na rua”, diz Fabio Lopes, um dos idealizadores do grupo.

Com mais de mil confirmados no Facebook, o ensaio do bloco Charanga do França, também continua marcado e sem a autorização da Prefeitura. De acordo com Vitor Pires, produtor do Mundo Pensante, espaço que recebe o evento, o bar já recebeu outros ensaios de blocos sem problemas.

A organização do Akió, que tem mais três ensaios abertos marcados antes do início do calendário oficial da Prefeitura, preferiu se prevenir. O grupo pediu em novembro a autorização para os “esquentas” no Largo da Matriz, na Freguesia do Ó, zona norte da cidade. “Aqui não vai ter perigo de a polícia aparecer e querer acabar com a festa”, afirma Gustavo de Oliveira, idealizador do bloco.

 

Em nota, a Polícia Militar informou que manterá um esquema especial para garantir a segurança dos foliões, “com policiamento específico nos locais de grande concentração com equipes em motos, a pé e com bases móveis”. Sobre a confusão de sábado com o Minhoqueens, a PM disse que a atuação dos policiais está sendo apurada “para verificar eventuais excessos.”

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