Engenheiro da Poli comandará a Habitação

Especializado no Minha Casa Minha Vida, nome do novo secretário foi indicado pelo PP de Maluf

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2012 | 02h02

O engenheiro José Floriano de Azevedo Marques Neto, 56 anos, será o secretário de Habitação da gestão Fernando Haddad (PT). Seu nome foi anunciado ontem pelo prefeito eleito, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Marques Neto foi indicação direta do PP, do ex-prefeito Paulo Maluf. Apesar de não ser filiado ao partido, estava entre as três opções sugeridas na sexta-feira pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

"Ele é um engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), especializado no Minha Casa Minha Vida, empresário de médio porte que atua na habitação popular. Pedi alguém que compreendesse a dor do povo", destacou Haddad. O prefeito eleito fez questão de dizer que a escolha para a pasta foi "técnica". Nas últimas semanas, movimentos sociais têm criticado duramente a escolha para a área de alguém ligado ao PP.

Segundo Haddad, como profundo conhecedor do Minha Casa Vida, Marques Neto conseguirá tocar a ampliação do programa federal em São Paulo e resolver os entraves existentes. O engenheiro e futuro secretário municipal da Habitação estudou com José de Filippi Júnior, futuro secretário de Saúde, na Poli. Ambos são de Espírito Santo do Pinhal, cidade do interior de São Paulo. É ainda mestre em Edificações pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Já sobre a Companhia de Habitação de São Paulo (Cohab), Haddad ressaltou que o comando da empresa ainda não está definido. Mas não descartou a possibilidade uma nova indicação feita pelo PP.

Ônibus. Outro tema abordado durante a entrevista foi o reajuste da tarifa de ônibus na capital paulista, congelada há dois anos. Haddad negou ter pedido ao prefeito Gilberto Kassab para aumentar a tarifa. "Eu não faria isso." Mas admitiu publicamente que haverá aumento de passagem no início de mandato. "Meu compromisso de campanha é não aumentar a tarifa acima da inflação e imaginar alternativas, como o bilhete único mensal."

E evitou falar em valores. "Existe uma lei que desonera alguns custos, que vai entrar em vigor no dia 1.º. Não posso falar nada antes de fazer as contas." O prefeito já pediu um estudo sobre o tema ao futuro secretário de Transportes, Jilmar Tatto.

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