Engenheira é morta a tiros na frente dos pais na zona sul de SP

Deise Varin, de 40 anos, foi baleada durante tentativa de assalto no cruzamento da Avenida Presidente Tancredo Neves com a Vergueiro

Bruno Ribeiro e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2014 | 21h07

SÃO PAULO - Uma engenheira mecânica de 40 anos foi morta com dois tiros, na frente dos pais idosos, durante uma tentativa de assalto no cruzamento da Avenida Presidente Tancredo Neves com a Rua Vergueiro, na Vila das Mercês, zona sul da capital paulista. Ela foi baleada depois de ser abordada por uma dupla em uma moto. Um dos assaltantes fugiu. O outro, baleado por um desconhecido, foi preso. 

A engenheira Deise Varin havia saído de casa de madrugada e levava os pais para fazer exames médicos. Por volta das 5h10, foi abordada pela dupla. Segundo a polícia, José Roberto Cristino, de 21 anos, desceu da moto com arma em punho assim que o semáforo fechou.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Deise se assustou com o homem e movimentou o veículo para frente, atingindo a moto em que o parceiro de Cristino estava. O acusado então atirou e uma das balas acertou a engenheira na nuca. A mulher chegou a ser levada para o pronto-socorro do Hospital Heliópolis, também na zona sul, mas não resistiu e morreu ainda durante a manhã. 

Um homem que passava pelo local, supostamente um policial militar, testemunhou a cena e atirou em Cristino, que foi atingido na perna. O acompanhante do suspeito fugiu, enquanto o assaltante baleado tentou escapar, mancando.

O suspeito, no entanto, foi preso e também levado para o Hospital Heliópolis, com quadro estável. À noite, não havia informações sobre mudanças em seu quadro de saúde. Ele foi indiciado por latrocínio e será preso assim que tiver alta.

A arma que teria sido usada por Cristino, um revólver calibre 38, foi encontrada embaixo de uma perua Kombi estacionada próximo do cruzamento onde a mulher foi baleada. O objeto foi recolhido por peritos do Instituto de Criminalística e passaria por análise.

Deise era moradora de Santo André, no ABC paulista, e trabalhava em São Caetano. A via onde aconteceu o assalto é um dos principais caminhos usados por moradores do ABC que tentam alcançar a região da Avenida Paulista e a zona oeste de São Paulo. O trânsito ali é intenso antes mesmo do amanhecer. Pedestres e motoristas relatam que os assaltos são comuns no cruzamento em que Deise foi baleada.

Os pais da engenheira, que presenciaram a cena, chegaram em estado de choque ao 95.º Distrito Policial (Heliópolis), na tarde desta terça-feira. Só depois de algumas horas eles puderam dar depoimento à Polícia Civil. Também foram ouvidos policiais militares que atenderam a ocorrência. As buscas, agora, são para localizar o segundo homem envolvido no assalto, que não havia sido localizado até o fim da tarde desta terça.

Outro caso. Pela manhã, às 8h20, outra pessoa foi baleada em uma tentativa de assalto na cidade de São Paulo. Um homem de 43 anos, que não teve a identidade revelada, chegava para trabalhar de moto em sua empresa na Avenida Brasil, região dos Jardins, na zona sul, quando foi abordado por um criminoso em outra moto. A empresa fica perto da Avenida 9 de Julho, área nobre da capital paulista.

Testemunhas afirmaram que a vítima reagiu ao assalto e entrou em luta corporal com o bandido. O criminoso estava armado e atirou, atingindo o rosto do homem. Ele foi levado para o Hospital Albert Einstein e não havia informações sobre o seu estado de saúde até a noite desta terça. Uma das testemunhas disse que o relógio de pulso da vítima pode ter sido o alvo do assalto. O item, no entanto, não foi levado pelo bandido. Ninguém havia sido preso até as 20 horas. O caso será investigado pelo 78.° DP (Jardins).

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