Engavetamento fecha Anchieta por 6 horas, mata mulher e deixa 5 feridos

Veículos tentaram escapar pela contramão; segundo caminhoneiro, preso em flagrante, falha no freio o fez bater nos carros da frente

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h04

Um engavetamento de dez veículos - cinco carros, uma van, dois ônibus e dois caminhões - matou uma mulher e deixou cinco feridos, dois em estado grave, na manhã de ontem no km 42 da Via Anchieta, sentido litoral. Eles foram levados a hospitais de Santos e do ABC paulista. A pista ficou fechada entre 9h40 e 15h35 e houve congestionamento de pelo menos quatro quilômetros - alguns veículos tentavam voltar na contramão.

Diferentemente do engavetamento do dia 15, não havia neblina. Um caminhão foi o responsável pelas colisões. Segundo a polícia, o motorista Luiz Antônio Siqueira, de 42 anos, preso em flagrante, dirigia acima do limite permitido no trecho, de 50 km/h. Ele nega e afirma que o veículo ganhou velocidade porque a caixa de câmbio quebrou, reduzindo a capacidade de frenagem na descida. O caminhão estava carregado com 13 toneladas de aço, o que, segundo Siqueira, contribuiu para a perda de controle.

No banco do carona de um dos automóveis afetados estava Marisa Aparecida Coronado, de 53 anos, que morreu na hora. O marido dela, que dirigia o Corsa, não teve ferimentos graves, apesar de o veículo ter ficado completamente destruído após o choque. Com a pista da Anchieta sentido litoral fechada, a sentido capital foi usada até o meio da tarde por quem precisava chegar à Baixada Santista.

De acordo com a delegada titular do 4.º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Katia Regina Cristofaro Martins, o caminhão poderia estar sendo guiado acima do limite. Só a perícia, contudo, confirmará. "Conversei com o perito no local do crime e ele falou que, de posse dos discos do tacógrafo, a velocidade em que o caminhão vinha era superior a 90 km/h e inferior a 100 km/h, o que dá para estimar uma velocidade final de 95 km/h."

A Ecovias propôs mudanças ao governo do Estado após o engavetamento de setembro. Um dos pedidos era baixar para 40 km/h o limite de velocidade em dias de neblina. A concessionária estuda como fazer a fiscalização, já que os radares instalados hoje não conseguem fotografar a placa do carro em meio à neblina. A Ecovias quer também impedir transporte de cargas perigosas em dias de neblina. / CAIO DO VALLE, MÁRCIO PINHO e CRISTIANE BOMFIM

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