Enfermeiros vão para home care

Outro segmento que vem apostando nesse nicho é o da enfermagem. Segundo o presidente do Conselho de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Cláudio Alves Porto, são 300 empresas hoje somente no Estado de São Paulo que fazem o serviço de assistência domiciliar, as chamadas "home care".

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2011 | 00h00

Porto afirma haver uma dificuldade para encontrar profissionais com capacitação ideal e defende que mais enfermeiros façam cursos de pós-graduação e pós-técnico em Geriatria para preparar-se para a mudança no perfil demográfico.

"O nosso País está ficando velho, e a taxa de nascimento está caindo. Mas as faculdade e as escolas não estão ainda preparando os profissionais para lidar com as doenças da velhice", afirma o presidente do Coren de São Paulo.

Ele ressalta que uma consequência da falta de qualidade dos profissionais é a proliferação de asilos. "Vamos ter cada vez mais depósitos de idosos, que são os asilos completamente despreparados, que se aproveitam da demanda."

Saúde. Funcionária de empresa de home care, Tânia Almeida, de 31 anos, é uma das dezenas de enfermeiras que se destacam com seus uniformes brancos nas manhãs do Parque Buenos Aires, em Higienópolis. Ela afirma que deixou de ser babá porque sonhava migrar para a área da saúde. Fez então o curso de técnico de Enfermagem. "As famílias hoje preferem quem tem registro no Coren", diz. Atualmente, cuida de um senhor de 86 anos, mas não quer ficar na empresa para sempre: quer dar novos passos e trabalhar em um hospital.

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