Reprodução Google Maps
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Energia de poste foi furtada, diz Prefeitura

Órgão municipal acusa empresa responsável pela instalação das câmeras de monitoramento no poste onde estudante morreu eletrocutado

Bruno Ribeiro, Fabio Leite e Paula Felix, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 05h00

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo acusa de furto de energia a empresa responsável pela instalação das câmeras de monitoramento no poste onde o estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, teria sido eletrocutado e morto no domingo, durante passagem de um bloco de carnaval na região central de São Paulo. O corpo de Silva foi enterrado nesta terça-feira, 6, em Cardoso, a 558 km da capital.

O Departamento de Iluminação Pública, da Prefeitura, registrou ontem no 4.º Distrito Policial (Consolação) um boletim de ocorrência de furto. Nele, alega que a empresa GWA Systems captou energia de um poste seu sem autorização e instalou as câmeras em um pilar usado para sinalização de trânsito, na esquina das Ruas da Consolação com Matias Aires, no centro da cidade.

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A GWA foi contratada pela Dream Factory, produtora oficial do carnaval de rua, para instalar câmeras de monitoramento. À polícia, um diretor do Ilume e dois supervisores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) afirmaram que não foram consultados nem autorizaram a instalação. “Ela foi instalada indevidamente e em condições técnicas inadequadas”, disse o prefeito João Doria (PSDB).

Hoje, o delegado Júlio Cesar Geraldo deve ouvir os representantes das duas empresas. “As investigações ainda estão no início.” Em nota, a GWA disse que “sempre seguiu todas as normas técnicas e de segurança que regulamentam o setor”.

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Frentista. A Polícia Civil obteve ontem mandado de prisão temporária contra o frentista Manoel de Santos Silva, de 47 anos, acusado de matar duas pessoas após uma briga em um posto de combustíveis na Avenida Rebouças, em Pinheiros, no último fim de semana. A discussão começou após os rapazes urinarem no posto. Imagens de segurança mostram o frentista perseguindo e atirando. O Estado não conseguiu localizar a defesa do frentista.

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