Endividado, Jockey põe à venda prédio por R$ 90 milhões

Com dívidas que chegam a R$ 390 milhões com a Prefeitura, clube pretende usar parte do dinheiro para reformar hipódromo

Diego Zanchetta,

01 Maio 2013 | 13h56

O Jockey Club de São Paulo abriu concorrência pública, com lance inicial de R$ 90 milhões, para vender o prédio de sua sede no centro, no número 280 da Rua Boa Vista. Com dívidas que chegam a R$ 390 milhões com a Prefeitura, quase 80% relativo ao atraso no pagamento de IPTU, o clube pretende usar parte do dinheiro para quitar o débito e outra parte para reformar as instalações do hipódromo, na zona oeste.

 

A sede atual do clube, inaugurada no início dos anos 1960, “tem 34.331,88m², composto de 03 (três) subsolos, pavimento térreo e 16 (dezesseis) andares, tendo o terreno área superficial de 2.615,86 m²”, informa o edital de venda do prédio, publicado no site do Jockey Club.

 

O prédio tem ainda 415 vagas de garagem em um dos pontos mais movimentados do centro – os pagamentos de aluguéis rendem R$ 4,5 milhões por ano ao clube.

 

A venda do prédio foi aprovada em assembléia realizada no dia 27 de novembro de 2012 -  249 associados e apenas 18 se posicionaram contra a venda. No edital para a venda, o Jockey diz que o comprador poderá assumir parte da dívida do clube e descontar do valor total do prédio. Dessa forma, o valor dos débitos com o governo municipal seriam pagos em juízo pelo comprador.

 

Em 2008, a Prefeitura chegou a pedir a penhora dos bens do Jockey por causa dos atrasos no pagamento do IPTU. Mas, a partir de 2011, o clube renegociou o pagamento de R$ 154 milhões em 120 parcelas. O parcelamento da dívida permite ao clube a venda do prédio do centro, informa o edital da concorrência.

Mais conteúdo sobre:
jockey club Jockey Club de São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.