Empresas de ônibus ameaçam acionar a polícia para garantir saída dos coletivos

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, ressaltou que os atos dos motoristas e cobradores ocorrem à revelia do sindicato da categoria e que é 'um caso para o Ministério Público'

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

20 Maio 2014 | 15h38

SÃO PAULO - As empresas de ônibus e a Prefeitura de São Paulo consideram ilegítima a paralisação generalizada de motoristas e cobradores de ônibus na tarde desta terça-feira, 20. Francisco Christovam, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), declarou que as companhias acionarão a polícia para tentar garantir a saída dos coletivos dos terminais no horário de pico do final da tarde.

"Estamos acompanhando as manifestações, que parecem que não têm nada a ver com o sindicato. Fazem parte de uma dissidência que atrapalha as negociações. As delegacias próximas serão acionadas", afirmou Christovam.

Já o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, ressaltou que os atos dos motoristas e cobradores ocorrem à revelia do sindicato da categoria. "A manifestação não é legítima. É um pequeno grupo que não pode fazer a cidade parar. É um caso para o Ministério Público e para a polícia."

Terminais fechados. Mais seis terminais de ônibus da capital paulista foram fechados nesta terça-feira, 20. Trata-se das paradas Sacomã, na zona sul, Amaral Gurgel e Mercado no centro, e Lapa, Barra Funda e Bandeira, na zona oeste. Mais cedo, outros três terminais de ônibus da capital paulista foram fechados por trabalhadores da categoria. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), os Terminais Pirituba, na zona norte, Princesa Isabel, no centro, e Pinheiros, na zona oeste, estão bloqueados desde as 9h50. Os demais fecharam as portas por volta das 11h15.

Os manifestantes chegaram por volta das 15h à calçada diante da sede da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, no centro. Os motoristas e cobradores reivindicam uma audiência com o prefeito Fernando Haddad (PT) ou com o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, que teria ofendido a categoria em uma entrevista a uma rádio. Os manifestantes calculam que 300 pessoas participam do protesto. E o número deve crescer já que outros manifestantes devem chegar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.