Empresas de fretamento correm o risco de fechar, diz sindicato

Mesmo com mudanças da Secretaria de Transportes, Transfretur vê riscos ao setor que emprega 11 mil em SP

Central de Notícias,

17 de julho de 2009 | 10h15

Cerca de 130 empresas de fretados vão sofrer com a restrição a este tipo de ônibus na cidade de São Paulo, correndo até o risco de falir. Esta é a previsão do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros e Turismo de São Paulo (Transfretur). Mesmo com as mudanças apresentadas pela Secretaria Municipal de Transporte, ainda é necessário abrir alternativas às empresas que realizam transporte de fretamento contínuo, afirma o sindicato. 

 

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De acordo com o levantamento feito pelo Transfretur, são 137 empresas que contratam 424 ônibus de fretamento, os quais precisam entrar na área de restrição para embarcar ou desembarcar seus funcionários. Algumas empresas contratantes estão localizadas dentro da área de restrição.

 

O diretor executivo do Transfretur, Jorge Miguel dos Santos, prevê uma possível falência do setor, que emprega 11 mil pessoas na região metropolitana de São Paulo. "Os investimentos em novos ônibus, equipamentos e qualificação profissional para atender os contratantes serão descartados, pois com a mudança das regras de trânsito e o não atendimento aos contratos assinados e definidos, as transportadoras correm o risco de pagar por indenizações pelo não atendimento das cláusulas acordadas".

 

Segundo o sindicato, entre as mudanças anunciadas pelo secretário os Transportes, Alexandre Moraes, nesta quinta-feira, 16, está o credenciamento junto à Secretaria Municipal de Transporte para obter livre circulação na Zona Máxima de Restrição aos Fretados (ZMRF) e ainda a criação de garagens especiais para o desembarque dos passageiros.

 

Santos acredita que ainda são necessárias mais alternativas ao que foi proposto. "Mesmo com o credenciamento, os usuários terão que embarcar nas estações do Metrô e dos trens da CPTM e desembarcar em garagens. No entanto, não existem espaços destinados para esse fim nas empresas contratantes", explica.

 

Santos crê que a restrição dos ônibus por fretamento, em qualquer situação, é um forte impulso para o retorno das pessoas aos seus carros. "Não acredito que o usuário do setor do transporte por fretamento realizará diversas baldeações para chegar ao destino. Certamente, ele voltará para dentro do carro e, dessa maneira, teremos mais congestionamentos e poluição nas ruas".

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