Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Empresas citam receio, mas não falam em desistir de PPP

Garantia de R$ 36 milhões da Prefeitura de São Paulo é posta em dúvida; projeto prevê a divisão de toda a capital em um lote único

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

06 de maio de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - As empresas que já demonstraram interesse em participar da parceria público-privada (PPP) da iluminação pública de São Paulo não comentaram as possíveis dificuldades trazidas pelo reajuste de energia. Ou declararam manter interesse em disputar a licitação. 

A reportagem procurou algumas das principais interessadas no tema. A Brookfield afirmou que não comentaria o tema e a GE informou que não poderia colocar nenhum porta-voz para falar sobre o assunto. AES Serviços, que atua com a Phillips no projeto, disse que “mantém seu interesse no projeto”.

Extraoficialmente, entretanto, algumas das empresas citaram temores com relação às garantias oferecidas pela Prefeitura para bancar as contrapartidas previstas, que têm teto de R$ 30,6 milhões. Mas não falaram em sair da disputa.

PPP. A proposta da gestão Fernando Haddad prevê trocar as 76 mil lâmpadas convencionais da cidade por luminárias de LED em até cinco anos. Nos anos seguintes, o parceiro privado terá de instalar 1.300 lâmpadas de LED por ano, totalizando mais R$ 23 mil pontos de iluminação na cidade. O estimado é que o valor da PPP, ao longo dos próximos 20 anos, deve ser de R$ 7,3 bilhões.

O projeto previu a divisão da cidade em um único lote, em uma tentativa de inviabilizar qualquer tentativa de acordo entre os interessados nesse mercado. As audiências públicas para explicar a proposta ocorrem desde fevereiro. Vai vencer a licitação a empresa que pedir a menor contraproposta para operar todo o parque elétrico.

A vantagem, segundo técnicos, será das empresas que trocarem mais rápido as lâmpadas de LED, economizando mais, ou de quem tiver as tecnologias mais econômicas.

Tudo o que sabemos sobre:
PPP da iluminaçãoSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.