Empresas afirmam desconhecer lista

Elas dizem também que pagam o Imposto sobre Serviços corretamente; algumas garantem que já colaboram com as investigações

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2013 | 02h03

SÃO PAULO - As empresas que aparecem na suposta lista da propina do fiscal Luis Alexandre Cardoso de Magalhães dizem desconhecer o documento e pagar o Imposto sobre Serviços (ISS) corretamente. Algumas construtoras afirmam já colaborar com as investigações e outras dizem que não receberam nenhuma notificação formal do Ministério Público Estadual (MPE).

O Shopping Center Iguatemi afirma que todos os recolhimentos foram realizados pelas empresas contratadas para execução da obra. De acordo com a assessoria de imprensa do centro de compras, foi da construtora a responsabilidade de obtenção de certificados de quitação dos tributos, incluindo ISS. A nota do shopping não cita qual construtora fez a obra.  

A Fundação Cesp afirma ter assumido o compromisso de apresentar documentos que comprovam que vendeu a cota de 20% de um empreendimento na Avenida 23 de Maio antes de 10 de julho de 2010 - data citada pelo fiscal Magalhães na lista como de recolhimento do dinheiro. "A entidade assume o compromisso de apresentar amanhã (hoje) cópia da documentação que comprova a operação de venda. Esclarece ainda que, mesmo anteriormente à venda, era apenas cotista do imóvel, nunca tendo tido participação na administração do mesmo", afirma a nota.

A Brookfield, também citada na lista, já assumiu ter pago R$ 4,1 milhões aos fiscais. "A empresa reforça que já vem colaborando com o Ministério Público, prestando todas as informações necessárias à apuração dos fatos. Comparecemos espontaneamente, fomos ouvidos como testemunhas e nos consideramos vítimas de extorsão", afirma a nota da empresa.

Transparência. A Cyrela diz que "preza pela transparência e pela seriedade" e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. "A empresa reitera que desconhece qualquer irregularidade em seus empreendimentos e reforça que cumpre com as obrigações fiscais e tributárias, conforme determinação da lei".

A Tarjab também afirma estar à disposição para colaborar com as investigações. A Trisul faz a mesma afirmação e ressalta que "observa as melhores práticas de governança corporativa, cumprindo todas as suas obrigações perante as autoridades públicas". A Helbor não se manifestou.

A Tecnisa afirma que está disposta a colaborar com as investigações, mas ressalta que não teve acesso à lista. A PDG também afirma não ter visto a listagem, mas "continua à disposição para prestar todos os esclarecimentos, caso seja solicitada alguma informação".

A construtora Tenda afirma que não foi notificada, mas está disponível para prestar esclarecimentos. "Também ressalta que recolhe rigorosamente os tributos relacionados a todos os seus empreendimentos", afirma o comunicado.

A reportagem entrou em contato com o Hospital Igesp pelo e-mail do site oficial, no fim da tarde de ontem, mas não obteve resposta até as 23h. A reportagem também entrou em contato, por e-mail, com as empresas Bracco, Atlântica e Tropical, que também aparecem na lista. Nenhuma respondeu. A reportagem não conseguiu localizar as demais incorporadoras citadas na lista.

SPE. Na planilha há dezenas de Sociedades de Proposta Específica (SPEs), formadas para a realização de apenas um empreendimento, sob a mira do MPE. O objetivo é descobrir quais são as empresas-mães. Cada SPE pode ter mais de uma empresa responsável. / ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO e FABIO LEITE

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