Empresário paulistano já competiu na São Silvestre

Cerca de 300 pessoas acompanharam o enterro de Souza, no Tatuapé

Bruna Fasano, do Jornal da Tarde,

18 de julho de 2007 | 18h14

Cerca de 300 pessoas acompanharam, no final da tarde desta quarta-feira, o enterro do empresário Osvaldo Luís de Souza, de 49 anos, no Cemitério da Quarta Parada, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. O empresário morreu no desastre aéreo que deixou, pelo menos 186 pessoas mortas, no aeroporto de Congonhas, na terça-feira.  Dono da empresa Transmodel, especializada em transporte aéreo de medicamentos, especialmente vacinas, o empresário foi surpreendido pelo desastre na hora em que costuma sair da empresa, para voltar para casa, no Jardim Anália Franco, também na zona leste da capital. Nas horas vagas, o empresário gostava de praticar esportes. Uma de suas paixões era a maratona. Maratonista nos momentos de lazer, Osvaldo, inclusive, já competiu algumas edições da Corrida de São Silvestre, tradicional competição que marca o fim do ano em São Paulo. Na empresa, Souza era acompanhado por outros três irmãos - que lutavam para expandir o negócio familiar, com planos de expansão da frota de veículos para a entrega das mercadorias. "Nós tínhamos planos de ampliar nossos investimentos e crescer, transportando vacinas para todo o País", explicou Luís Fernando de Souza, irmão da vítima que chegou a ver o corpo do irmão carbonizado no local do acidente. "Eu ainda não acredito que vi meu irmão naquele estado", conta.  

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