Empresário é enforcado em Pinheiros

Dois homens invadiram imobiliária na Rua Artur de Azevedo e dominaram funcionárias; vítima foi encontrada morta com fita de náilon no pescoço

Victor Vieira,

16 de agosto de 2013 | 23h24

O dono de uma imobiliária foi morto enforcado com fita de nylon na tarde desta sexta-feira, 16, por volta das 15 horas, durante suposta tentativa de assalto em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Dois homens armados invadiram o escritório de Carlos Ayrton Geraldo, de 61 anos, na Rua Artur de Azevedo, renderam os funcionária e mataram o empresário sem levar dinheiro - eles só roubaram os celulares de duas funcionárias.

De acordo com a Polícia Militar, os dois assaltantes renderam uma funcionária que entrava na imobiliária. Dentro do escritório, um deles sacou a arma e ordenou que ela não gritasse. Em seguida, renderam outra funcionária e trancaram as duas, com as mãos amarradas e imobilizadas, dentro de uma das salas do andar térreo do imóvel. Eles perguntaram onde estaria o cofre, mas, segundo elas, o local não tem cofre.

Depois de alguns minutos, uma das funcionárias conseguiu se soltar e encontrou o dono da imobiliária já caído no chão, em uma sala do andar de cima, com uma fita de nylon enrolada no pescoço e o rosto inchado. A PM foi acionada pelas funcionárias. Ao chegar ao local, os policiais tentaram reanimar a vítima, mas Geraldo já estava morto. Ele era casado e tinha dois filhos.

Não houve registro de roubo de dinheiro no local. A Polícia Civil ainda não tem pistas dos suspeitos e descarta a hipótese de que o crime tenha sido uma vingança. Em depoimento à polícia, familiares do empresário disseram que ele não tinha desavenças pessoais ou temperamento explosivo. As duas funcionárias que estavam no momento do assalto não quiseram falar com a imprensa.

Chamou a atenção da polícia o fato de que não havia nada remexido no escritório, nem objetos espalhados pelo chão. Os assaltantes só levaram os celulares das duas funcionárias, mas não roubaram o aparelho do dono da imobiliária que estava em cima da mesa.

Comerciantes e moradores da região ficaram assustados com o crime, mas negaram uma onda de assaltos na vizinhança. Por volta das 22h, a perícia estava concluída e o corpo já havia sido encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

 

Crimes. Pinheiros não registrou nenhum caso de latrocínio no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Na cidade toda, foram 77 casos - 37,5% a mais do que no mesmo período de 2012, que registrou 56 casos.

 

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