Facebook/Reprodução
Facebook/Reprodução

Empresário do funk é morto a tiros na zona leste de São Paulo

Alexandre Dias Gomes era proprietário de uma casa de shows e alugava van para músicos; polícia suspeita que tenha sido execução

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 09h38

SÃO PAULO - Um empresário foi morto a tiros em um posto de gasolina na noite desta quinta-feira, 5, na zona leste da capital paulista. Alexandre Dias Gomes, de 38 anos, era proprietário de uma casa musical noturna de funk e também alugava uma van para músicos, entre eles MC Gui, uma das referências do funk ostentação. A Polícia Civil suspeita que ele tenha sido vítima de execução.

O crime aconteceu por volta das 22h30, pouco depois de Gomes parar o carro em um posto na Avenida Sapopemba, na região de São Mateus, para trocar um pneu furado. Aos policiais, o sobrinho dele, que o acompanhava, afirmou que foi retirar o estepe da mala quando ouviu barulho de tiros. Logo depois, a imagem era do tio caído no chão e de um suspeito que fugia correndo. A versão foi confirmada por uma amiga dos dois, que também estava no veículo, diz a Polícia Civil. 

O empresário foi atingido por três disparos. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Estadual de Sapopemba, também na zona leste, mas não resistiu aos ferimentos. Policiais militares fizeram rondas na região, sem, no entanto, conseguir encontrar o suspeito, que continua foragido.

Policiais suspeitam que Gomes tenham sido executado por dois motivos: nenhum objeto foi roubado e o posto de gasolina fica a poucos metros da academia onde o empresário fazia exercício momentos antes do crime. "Alguém pode ter furado propositalmente o pneu e, sabendo que ele ia parar, esperado no posto para matá-lo", afirmou o delegado Vitor Franchini Luna, plantonista do 49º Distrito Policial (São Mateus), que registrou a ocorrência.     

De acordo com Luna, os funcionários do posto de gasolina não conseguiram reconhecer o criminoso. "Assim que escutaram os tiros, todos correram para se esconder", conta. As investigações, que vão ser encaminhadas ao 55º Distrito Policial (Parque São Rafael), responsável pela área, também não vão poder contar com auxílio de imagens. As câmeras instaladas no posto estão sem funcionar desde a semana passada, quando um carro bateu em um poste e provocou uma queda de energia.

Mais conteúdo sobre:
São Paulo Violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.