Empresário da zona norte é executado a tiros em casa

O advogado e proprietário de imobiliária Carlos Alberto Fidalgo Tavares, de 55 anos, foi morto com dois tiros na cabeça no fim da noite de anteontem. Tavares estava em sua residência - um sobrado de classe média alta na Avenida Conceição, Vila Ede, zona norte de São Paulo. A polícia ainda não sabe qual foi a motivação do crime, mas nada foi levado do local.

Pedro da Rocha, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2011 | 00h00

A esposa de Tavares, Vera Doroci Calzado, de 56, e o filho do casal, Júnior, de 17, assistiam à televisão em um dos cômodos da casa quando ouviram o advogado chamar pelo filho. Em seguida, escutaram três disparos de arma de fogo e latidos dos dois cachorros da residência.

Com medo, ligaram para a Polícia Militar e só deixaram o quarto quando uma viatura chegou ao local. Encontraram o advogado, que vestia pijama, caído na cozinha, já morto.

O sargento Fernando, do 9.º Batalhão da 3.ª Companhia da PM, que atendeu a ocorrência, contou que as luzes da frente da casa estavam apagadas. "O filho do casal foi quem nos abriu o portão e disse ter visto o pai caído."

A porta da frente da residência foi encontrada entreaberta pela PM. Os dois sobrados vizinhos ao da vítima têm muros baixos - o que pode ter facilitado a entrada na casa.

Reforma. A fachada moderna da residência destoa das casas velhas da rua. Com piscina, campo de futebol e salão de festas, o local passava por reforma há cerca de cinco meses. A intenção do advogado era instalar um sistema de segurança após as obras. "Ele era muito preocupado com a violência. Quando o filho saía, tinha medo de sequestro", disse o advogado Elói Brazuna, que prestava serviços para Tavares,

O advogado morava havia cerca de 20 anos no bairro. O caso, registrado no 9.º DP (Carandiru) como homicídio, teve a investigação assumida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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