Empresário atropelado na bicicleta é enterrado em SP

Kassab lamentou morte; indagado sobre o plano de construir 100 km de ciclovias, disse que meta não é ''compromisso''

Felipe Tau e Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2011 | 00h00

O corpo do empresário e ciclista Antonio Bertolucci, de 68 anos, foi enterrado na manhã de ontem no Cemitério do Morumby, zona sul de São Paulo. A cerimônia foi restrita a amigos e familiares e teve a participação de 300 pessoas.

Amigo do empresário há mais de 50 anos, o engenheiro Luis Eduardo Pinheiro Lima, de 68, estava muito abalado com a morte. "Todos os domingos nos encontrávamos para tomar café. Ele ia de bicicleta, às vezes levando a cachorra junto. Agora não tenho mais meu amigo", disse ele, que na juventude praticava esportes com Bertolucci.

Emocionada, a viúva Sandra permaneceu ao lado do caixão durante toda a cerimônia. "Só sei que um ônibus matou meu marido", disse ela depois do enterro.

Bertolucci era acionista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, um dos principais fabricantes de duchas e chuveiros do País. Ele morreu anteontem quando passava de bicicleta pela Praça Caetano Fraccaroli, numa alça de acesso da Avenida Paulo VI - continuação da Avenida Sumaré. Ele perdeu o equilíbrio, caiu e foi atropelado por um ônibus de turismo que trafegava ao lado.

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) lamentou ontem a morte do executivo e também prestou solidariedade à família. Questionado sobre a construção de ciclovias, Kassab afirmou que a meta de construir 100 km na capital paulista não é um "compromisso" da Prefeitura, mas uma meta.

"Meta é meta: eu sempre digo que meta não é compromisso, não é papel assinado, registrado em cartório no sentido de ser obrigatória a sua realização. Mas existe um esforço muito grande para que as metas sejam atingidas", afirmou.

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