Empresária sequestrada pula de carro e ajuda PM a prender 3 na zona sul de SP

Vítima foi levada no próprio veículo e aproveitou passagem por lombada para abrir a porta e pular

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

04 de maio de 2012 | 03h44

SÃO PAULO - Em uma atitude de coragem, porém não recomendada nem pela polícia nem por especialistas em segurança pública, uma empresária de 44 anos, na noite de quinta-feira, 3, na região do Ipiranga, na zona sul da capital paulista, pulou do próprio carro, em movimento, para escapar de dois bandidos que a mantinham refém durante assalto - crime conhecido como "sequestro relâmpago", e auxiliou a Polícia Militar a prender três dos quatro bandidos envolvidos na ação.

 

A vítima foi rendida quando saía de um supermercado da Avenida Ricardo Jafet. Os quatro bandidos surgiram em um Peugeot 307 prata, roubado, e abordaram a empresária, que ocupava um Honda CRV, também prata, em um semáforo. Dois deles invadiram o carro da mulher, que foi levada como refém, enquanto os outros permaneceram no Peugeot, fazendo escolta.

 

Quando o veículo seguia em direção ao Ibirapuera pela Rua Doutor Diogo de Faria, a refém aproveitou os pouquíssimos segundos de redução de velocidade, pois o bandido ao volante encontrou pela frente uma lombada, e pulou do carro. Em seguida, ela alertou dois soldados das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), do 12º Batalhão, que estavam na via.

 

Os policiais se dividiram na perseguição e um deles conseguiu deter um dos ocupantes do Honda. Rafael Borges do Nascimento, de 19 anos, portava um revólver calibre 32 e foi preso após colidir o veículo contra as grades da Avenida Ascendino Reis. O criminoso que estava com ele conseguiu fugir a pé. Réverson Rodrigues Gama, de 19 anos, e Antony Rafael de Almeida Ribeiro, de 21, também acabaram presos após bater o Peugeot perto do antigo Detran.

 

Os três foram encaminhados ao 16º Distrito Policial, da Vila Clementino, e autuados em flagrante. Apesar dos momentos de terror vividos nas mãos dos bandidos e da reação de extremo risco, a vítima não sofreu ferimentos e passa bem.

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