Empresária paulistana é achada morta no Rio

Monica Pett havia viajado no dia 5 para o Grande Prêmio de Turfe; seu sócio, que foi junto no avião, segue desaparecido

WILLIAM CARDOSO , MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h09

A polícia investiga a morte da empresária Monica Pett, de 38 anos, e o desaparecimento de seu sócio, Fernando Marcionilio dos Anjos, de 42, no início do mês no Rio. Os dois deixaram os carros no Aeroporto de Congonhas no dia 5, foram à capital fluminense ver o Grande Prêmio Brasil de Turfe e não voltaram.

O corpo de Monica foi achado por volta das 21h do mesmo dia em Vigário Geral, zona norte do Rio. Laudo do IML apontou que ela morreu por ação contundente na cabeça - paulada, por exemplo. No dia seguinte, a polícia do Rio localizou o corpo carbonizado de um homem em Honório Gurgel, também na zona norte. Criminosos atearam fogo a um veículo roubado com o corpo no porta-malas. Foi solicitado exame de DNA para confirmar se se trata do cadáver do empresário.

Ontem, a Polícia Civil do Rio praticamente descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) e o envolvimento de traficantes no caso. "A principal linha de investigação é de que o alvo dos assassinos era Fernando e o crime foi encomendado. Consideramos inclusive a possibilidade de o crime ter envolvimento com a máfia do jogo do bicho", disse um agente.

Na quinta-feira, a mulher do empresário foi detida no estacionamento de Congonhas tentando abrir o Corolla do marido. Na delegacia do aeroporto, disse que procurava documentos dele e contou sobre o desaparecimento. Contou ainda o marido e a sócia deveriam ter voltado no mesmo dia.

Segundo o delegado Marcelo Palhares, de Congonhas, a mulher do empresário disse não saber a razão do desaparecimento. Já os parentes da sócia, que era solteira e morava sozinha, estão bastante assustados.

Monica e o colega eram sócios desde 2011 em uma empresa de informática na Rua Afonso Brás, na Vila Nova Conceição, zona sul. Segundo funcionários do prédio, eles eram reservados, ocupavam duas salas, tinham três empregados e recebiam poucos clientes.

No domingo retrasado, desembarcaram no Aeroporto Santos Dumont por volta do meio-dia. Saíram em um táxi e desapareceram. A polícia conseguiu imagens do casal entrando no veículo. Agora, tenta identificar o taxista. Os dois tinham um cavalo chamado Doctor Stoke, que participou da corrida no Jockey Clube. Além dos dois, outras quatro pessoas dividiam a propriedade do animal.

Histórico. Em 14 de fevereiro, Anjos foi alvo de tentativa de homicídio na Vila Arapuá, zona sul de São Paulo. Na ocasião, o irmão do empresário contou à polícia que ele foi baleado por pessoas que exigiam dinheiro de quem parava o carro na rua para frequentar quadra de futebol de salão. O empresário se recusou a pagar e, por isso, teria sido atingido. / COLABOROU MARCELO GOMES

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