Empresa quer 3 meses para limpar resíduos de aterro que explodiu

Justiça havia determinado, no dia 27 de abril, que administradora retirasse resíduos em cinco dias; Pajoan diz ser 'humanamente impossível' cumprir decisão

Marcela Gonsalves, Central de Notícias

03 de maio de 2011 | 16h55

SÃO PAULO - A empresa Pajoan, responsável pelo aterro sanitário em Itaquaquecetuba, apresentou à Justiça um cronograma para a retirada dos resíduos na região, após um deslizamento de lixo ocorrido no último dia 25. De acordo com o documento, seriam necessários três meses para a execução das obras.

 

No dia 27, quarta-feira, a Justiça de São Paulo havia determinado que a empresa retirasse os resíduos e o chorume - líquido poluente gerado pelo lixo - em um prazo de cinco dias. Após esse período, seria aplicada uma multa diária de R$ 200 mil.

 

Para Horácio Peralta, consultor jurídico e ambiental da Pajoan, realizar a remoção das 100 mil toneladas de lixo no prazo determinado pela Justiça é "humanamente impossível". Os três meses foram estimados levando em conta as medidas de segurança e a quantidade de equipamentos necessários durante a operação. A Justiça ainda não se manifestou em relação à solicitação da empresa.

 

O aterro sanitário de Itaquaquecetuba foi interditado após uma ruptura causar o deslizamento de resíduos até a via pública, de uma altura de doze metros. O lixo atingiu ainda o córrego Taboãzinho, que desemboca no Rio Paraíba e abastece o Vale do Paraíba. O aterro recebia resíduos de Mogi das Cruzes, Poá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá, Salesópolis e Biritiba Mirim.

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