Empresa e governo defendem lisura de licitação com vencedor antecipado

Prefeitura diz que quatro empresas participaram de concorrência; consórcio alega ser o melhor

estadão.com.br

08 de setembro de 2011 | 20h11

SÃO PAULO - A Prefeitura defendeu a lisura da licitação para serviços técnicos de manutenção, ampliação e remodelação do serviço de iluminação pública, que teve resultado antecipado pelo Estado. Informou que 16 empresas adquiriram o edital e fizeram a visita técnica com técnicos do Departamento de Iluminação Pública, mas só quatro participaram da concorrência, apresentando propostas.

 

O consórcio da Alusa Engenharia e FM Rodrigues informou que "repudia a tentativa primária e inescrupulosa de se interferir no resultado de uma licitação usando um truque já desmascarado em outras ocasiões: o de desqualificar o concorrente favorito anunciando "antecipadamente" o resultado. O consórcio alega ser o melhor.

 

Veja a íntegra da nota da Prefeitura:

 

"1. A concorrência pública para contratação de empresa que será responsável pelos serviços de iluminação pública da cidade, que ainda não foi concluída e portanto não é correto afirmar já existir o vencedor, está sendo formalmente realizada, cumprindo todas as exigências e trâmites previstos na lei de licitações;

2. Dezesseis empresas adquiriram o edital e fizeram a visita técnica acompanhada por técnicos do Departamento de Iluminação Pública (Ilume).

3. Destas 16 empresas, apenas quatro participaram efetivamente da concorrência, apresentando suas propostas na manhã de hoje, sendo duas em consórcio e duas individualmente.

4. A Prefeitura reafirma que todas as formalidades previstas na legislação em vigor foram e continuam sendo rigorosamente cumpridas. Hoje, foram recebidas as propostas comercial e de habilitação, mas apenas a comercial foi aberta, estando neste momento, sendo realizada a abertura da proposta de habilitação.

5. Como há três participantes, um dos três será indicado o vencedor do certame público, caso cumpridas todas as exigências do edital de concorrência."

 

Veja a íntegra da nota da empresa:

 

"A respeito de texto publicado pelo portal Estadao.com.br, o consórcio formado pela Alusa Engenharia e FM Rodrigues repudia a tentativa primária e inescrupulosa de se interferir no resultado de uma licitação usando um truque já desmascarado em outras ocasiões: o de desqualificar o concorrente favorito anunciando "antecipadamente" o resultado.

 

Embora o certame ainda não esteja concluído, é sabido que o consórcio é quem tem melhores condições de atender o edital. Faz mais de dez anos que o consórcio desempenha essas tarefas. Nesses anos, sempre investindo em tecnologia, equipamentos e pessoal, atingiu estágio de excelência para o desempenho do serviço.

 

Com a abertura dos envelopes, sabe-se que o preço oferecido pelo Consórcio está R$ 10 milhões abaixo do valor de referência exigido pela prefeitura - o melhor preço dentre todos ofertados.

Aceitar a acusação insolente feita no anonimato de que alguém "previu" o resultado da licitação é inaceitável.

 

O próprio Estadão reconhece que as exigências para a prestação desse serviço são bastante rigorosas e, portanto, tais insinuações de favorecimento são absolutamente infundadas."

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