Empresa é acusada de forçar corte de merenda em SP

Segundo o conselho municipal, empresa pagava R$ 40 para que merendeiras racionassem comida

PAULO R. ZULINO, Agencia Estado

13 de setembro de 2007 | 14h32

A empresa Nutriplus foi acusada pelo Conselho Municipal de Alimentação Escolar, vinculado à Prefeitura de São Paulo, de incentivar as cozinheiras a economizar na hora de fazer a comida servidas nas escolas da capital paulista. A empresa é suspeita de pagar R$ 40 no fim do mês para as merendeiras, contratadas pela própria Nutriplus, que gastassem menos produtos na hora de preparar as refeições e fizessem a comida render mais. De acordo com relato do conselho, o frango teria de ser completamente desfiado, o molho teria de receber muita água para render mais e em vez de entregar uma maçã inteira para o aluno, deveria ser dada apenas a metade. Além disso, funcionários da prefeitura tinham de ajudar a servir a merenda, pois a Nutriplus não teria número suficiente de empregados para fazer o serviço. Em nota, a Nutriplus alegou que apenas dava orientação para que as merendeiras trabalhassem melhor, mas nada que atrapalhasse a quantidade ou a qualidade do alimento servido para as crianças. O ex-secretário municipal de gestão, Januário Montone, responsável pela merenda na época da denúncia, disse que a prefeitura está apurando a denúncia. "A apuração já está em andamento e deverá estar concluída nos próximos 15 a 20 dias e com as punições feitas", disse.ReclamaçãoO cardápio nas escolas é elaborado pelas nutricionistas da prefeitura. A empresa responsável manda as mercadorias para a escola, que faz a comida. Alunos e pais que considerarem a merenda de baixa qualidade ou insuficiente podem ligar para o 156. Após o atendimento da telefonista, a pessoa deve teclar o número 9 e fazer sua reclamação. As informações são do SPTV, da TV Globo.

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