Beto Barata/Estadão
Beto Barata/Estadão

Empresa confirma reinstalação de pás em helicóptero onde estava o filho de Alckmin

Cinco pessoas morreram; as pás da aeronave se soltaram no momento da queda, como mostram vídeos de câmeras de segurança

Diego Zanchetta e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 19h04

SÃO PAULO - A empresa Seripatri confirmou ao Estado que houve a manutenção e a reinstalação das pás no rotor do helicóptero que caiu no final da tarde de quinta-feira em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Cinco pessoas morreram no acidente, entre eles Thomaz Alckmin, de 31 anos, filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O serviço de reinstalação das pás no helicóptero foi feito dentro de um hangar da empresa de manutenção Helipark, local de onde decolou o Eucopter EC 155, segundo a Seripatri. A Helipark é uma oficina credenciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No momento da queda, as pás do helicóptero se soltaram, como mostram dois vídeos feitos por câmeras de segurança da empresa Driller.

Peritos da Aeronáutica que estiveram no local do acidente nos últimos três dias também citam como "totalmente incomum" a soltura de pás do rotor de um helicóptero. Além do filho de Alckmin, estavam na aeronave o piloto e um mecânico da Seripatri e outros dois mecânicos da Helipark. A tragédia ocorreu durante um voo teste programado para ocorrer logo após o trabalho na oficina da Helipark.

A Polícia Civil tenta descobrir ainda se a manutenção feita na aeronave foi de rotina ou de emergência, para resolver algum problema que possa ter aparecido de última hora. Essas informações vão constar em um livro de bordo da aeronave, que fica com o proprietário. 

A Seripatri informou à reportagem que se tratava se "simples manutenção de rotina". O reparo preventivo nas pás foi feito pela Helibrás, seguindo normas do fabricante francês, e a reinstalação finalizada em Carapicuíba pela Helipark, oficina credenciada. As empresas confirmam o trabalho de manutenção, mas não dizem se fizeram a reinstalação das pás antes da decolagem.

Dentro do Campo de Marte, na zona norte, o trabalho dos peritos da Aeronáutica é tentar remontar a aeronave e verificar se a soltura das pás foi realmente a principal causa do acidente. O laudo dos peritos, porém, pode demorar até 90 dias para ficar pronto. Já o inquérito policial tem de ser finalizado em 30 dias, prorrogável por igual período.

Hoje moradores das duas casas atingidas pela aeronave contabilizavam os estragos do acidente. "O meu banheiro ficou soterrado de entulho", lamentou a tradutora Maura Fuchs, de 55 anos.


Mais conteúdo sobre:
Thomaz Alckmin Carapicuíba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.