Emprego e renda crescem, mas taxa de analfabetismo para de cair no País

Os que não sabem ler nem escrever no País já são 8,7%, ou 300 mil a mais que 2011 Desemprego é o mais baixo desde 2001 Desigualdade entre ricos e pobres pouco diminui Saneamento avança em 2012, mas ainda chega a pouco mais de 50% das casas

LUCIANA NUNES LEAL , VINICIUS NEDER , WILSON TOSTA / RIO, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2013 | 02h03

O baixo crescimento da economia em 2012 não impediu que o Brasil alcançasse bons resultados na criação de empregos e na melhoria da renda da população. Mas um sinal amarelo foi aceso em pontos em que o País avançava ano a ano. A taxa de analfabetismo parou de cair e teve um pequeno aumento entre 2011 e 2012. A desigualdade entre ricos e pobres pouco diminuiu - e cresceu no Nordeste. Também não houve avanços na formalização do trabalho.

O retrato do segundo ano do governo Dilma Rousseff está nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada ontem pelo IBGE. O índice de Gini, que mede a desigualdade e vai de 0 a 1 - quanto menor, menos desigual é a sociedade - caiu apenas 0,003 ponto, para 0,498. Mesmo assim, ficou abaixo de 0,500, considerado um limite "psicológico".

A taxa de analfabetismo chegou a 8,7% da população com 15 anos ou mais. Em 2011, era de 8,6%. Com isso, o País fica mais longe de cumprir a meta firmada na ONU de reduzir a proporção de analfabetos para 6,7% até 2015.

As moradias ficaram mais abastecidas de eletrodomésticos e internet, mas continuam carentes de saneamento.

A Pnad pesquisou 362,4 mil pessoas em 147,2 mil domicílios de todos os Estados, nas áreas urbana e rural. Depois de colhidos, os dados são estimados para o conjunto da população.

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