Em SP, só 0,4% dos motoristas recusa o teste do bafômetro

PM não vê mudanças nas primeiras blitze após decisão do STJ de restringir provas; Páscoa terá 30% mais bloqueios

CAMILLA HADDAD, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2012 | 03h02

O motorista de São Paulo não tentou ignorar a fiscalização nas primeiras blitze da lei seca após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que só é possível processar criminalmente o motorista se houver comprovação, pelo bafômetro ou exame de sangue, de que ele dirigia embriagado. Dos 6.527 condutores submetidos ao teste, entre quinta e domingo, só 29 se recusaram a passar pelo exame. O índice de recusas ficou em 0,4%, mesma média observada em blitze anteriores à decisão, segundo o capitão Sergio Marques, porta-voz da PM.

"Não causou surpresa porque nós continuamos realizando a operação normalmente", disse o capitão. Para o oficial, a decisão do STJ passa a valer mesmo na fase "processual". "Na área de inquérito, estamos agindo como antes. Motoristas continuarão sendo levados à delegacia."

Nas blitze realizadas na última semana, 43 motoristas foram levados para distritos policiais por apresentarem mais de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Além desse registro, 332 pessoas foram multadas pela Polícia Militar por apresentarem entre 0,14 e 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido e serão punidas administrativamente. A multa, neste caso, é de R$ 957 - e a Carteira Nacional de Habilitação fica suspensa por um ano.

Juristas acreditam que, se não houver nenhuma decisão contrária do Supremo Tribunal Federal (STF), que avaliará a lei seca em maio, os casos em que o motorista recusa o bafômetro permanecerão sem punição, até que o Congresso aprove nova lei - que também só valerá a partir da promulgação.

Páscoa e Alckmin. A fiscalização deve ser apertada durante o feriado de Páscoa. Pelo menos nas ruas da capital, onde os bloqueios com bafômetro terão aumento de 30%, segundo a PM. A ação já começa amanhã.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) reforçou que a decisão do STJ não torna menos rígida a fiscalização. "Não alterou em nada. Se a pessoa não quiser fazer o bafômetro, será levada à delegacia."

Mais conteúdo sobre:
teste do bafômetro SP blitz lei seca

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.