Em SP, paralisação de caminhoneiros já deixa 52 postos sem combustível

Caminhões-tanque estão parados em protesto contra a restrição à circulação de caminhões na capital

Caio do Valle, Jornal da Tarde

06 Março 2012 | 13h31

SÃO PAULO - O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) informou nesta terça-feira, 6, que ao menos 52 postos da Grande de São Paulo já estavam com falta de combustíveis nesta manhã devido à paralisação dos caminhoneiros autônomos. Na capital, onde há 1,7 mil estabelecimentos, há postos com estoques reduzidos em todas as regiões.

Nesses locais, há pouco ou a falta de pelo menos um tipo de combustível: gasolina, álcool ou diesel. Os caminhões-tanque estão paralisados desde a 0h a segunda-feira, 5, em um protesto contra a restrição à circulação de caminhões na Marginal do Tietê. A fiscalização aos que desrespeitarem a regra começou a ser feita ontem (5) pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Desespero.De acordo com o presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, se não houver mudanças na paralisação na tarde desta terça-feira, 6, o número de postos sem combustíveis não vai parar de crescer. "A informação que temos até agora é que não saiu nenhum caminhão das bases (de distribuição de combustível). Pode ser que isso mude até a tarde, porque está começando a dar desespero." Gouveia espera que tanto as autoridades municipais quanto os caminhoneiros revejam as suas posições.

O Sincopetro informou ainda que enviou ofícios à Secretaria Municipal dos Transportes e ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) na noite da última segunda-feira pedindo que a mesa de negociação com os sindicatos seja novamente aberta.

Prefeitura. Em nota distribuída à imprensa nesta tarde, a Secretaria Municipal dos Transportes informou que "repudia veementemente o movimento de greve". De acordo com a pasta, os sindicatos envolvidos "sempre encontraram um canal aberto" com a secretaria "e há praticamente quatro meses estão sendo avisados que as novas medidas entrariam em vigor". No período, segundo a Prefeitura, foram feitas "reuniões semanais com os representantes de todas as categorias envolvidas".

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