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Em SP, onça atropelada em rodovia pode voltar à floresta

Animal foi capturado após acidente na Anhanguera em 2009; hoje, vive em um local construído em meio à floresta para que consiga se readaptar ao meio

Central de Notícias,

22 Fevereiro 2011 | 15h08

SÃO PAULO - A onça Anhanguera, atropelada na rodovia de mesmo nome em setembro de 2009, continua seu processo de recuperação e readaptação à floresta. Segundo a Associação Mata Ciliar, o jovem macho de onça-parda vive há mais de um mês em um recinto construído em meio à floresta para que consiga se readaptar ao meio.

 

No local, o animal é monitorado 24 horas por dia por meio de três câmeras. De acordo com a Associação, o processo possibilita uma maior interação da onça ao seu ambiente natural, antes de sua soltura.

 

Segundo Cristina Harumi Adania, veterinária e coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, e Jairo de Cássio Pereira, biólogo e tratador exclusivo do Anhanguera, durante todo o processo de reabilitação não será possível soltar o animal nas proximidades do local onde foi capturado porque aquela área sofreu intensas modificações com a urbanização, principalmente com a construção de grandes condomínios. Assim, os animais perderam o espaço que antes era compartilhado com algumas pessoas.

 

 

Para quando voltar definitivamente à natureza, a onça recebeu um colar que permitirá, através da técnica de telemetria, monitorar seus passos. De acordo com a Associação, isso garantirá a compilação de informações importantes para preservação não só da onça, mas também de outras espécies de animais da região, onde será realizado o monitoramento.

 

Anhanguera chegou ao Centro Brasileiro para Conservação dos Felinos Neotropicais, sediado na Associação Mata Ciliar em Jundiaí, quando tinha cerca de 10-12 meses, período em que a espécie começa a se separar da mãe para procurar pelo seu próprio território. Devido ao impacto do acidente, o Anhanguera teve várias escoriações, estava muito magro e apresentava uma fratura de um dente canino, imprescindível para a sobrevivência de um exímio caçador.

 

De acordo com a Associação, durante o processo de reabilitação ele ficou sob observação constante, por meio de uma câmera colocada no recinto que o isolava completamente do contato humano. Nesse período, o Anhanguera recuperou-se completamente da cirurgia no dente, ganhou peso, explorou todo o local e mostrou seus instintos, inclusive, aquele de se manter afastado da presença humana.

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