Em SP, estudante é molestada por advogado dentro de um vagão do Metrô

Walter Dias Cordeiro Júnior teria impedido a garota de deixar o vagão

Marcela Bourroul Gonsalves, de O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2011 | 16h57

SÃO PAULO - Uma estudante de 21 anos foi molestada por um advogado na noite desta sexta-feira, 14, dentro de um vagão da Linha 3 - Vermelha do Metrô. Por volta das 18h40, ela trafegava no sentido Itaquera, e desceria na estação Belém.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a estudante relatou que o advogado Walter Dias Cordeiro Júnior colocou o genital para fora da calça e passou a se esfregar nela. Em pé, dentro do trem lotado, ele teria impedido a jovem de deixar o vagão. Ela começou a passar mal e, quando os usuários foram socorrê-la, descobriram que estava sendo molestada.

 

Os seguranças do Metrô o levaram para a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom). O advogado foi preso em flagrante por violência sexual mediante fraude.

Abuso no metrô. Em abril, uma supervisora de 26 anos foi molestada sexualmente em um vagão da Linha 2- Verde do Metrô. A vítima estava no vagão cheio que trafegava entre as estações Paraíso e Brigadeiro, no sentido Vila Madalena. O homem se aproximou, a pegou pelo braço e ordenou que ela ficasse quieta, caso contrário machucaria seu rosto. Ele colocou a mão por baixo da sua saia, rasgou sua roupa íntima e a tocou.

 

Outros passageiros perceberam a ação do rapaz e tentaram intervir, porém não conseguiram detê-lo. A vítima ficou com algumas escoriações no rosto e foi encaminhada ao Hospital Pérola Byington, onde funciona o Centro de Referência da Saúde da Mulher. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), responsável pelas ocorrências no Metrô.

 

Em nota, o Metrô afirmou que "nenhuma ocorrência que tenha atentado contra a dignidade sexual de usuário foi registrada no sistema metroviário no dia 19 de abril de 2011". A investigação, segundo o comunicado, está a cargo da polícia. A companhia recomenda que qualquer comportamento inadequado percebido pelos passageiros seja imediatamente comunicado a um funcionário para as providências cabíveis.

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