Em SP, as enchentes são o maior problema

Segundo cálculos da Liga Independente das Escolas de Samba, 70% das agremiações sofreram prejuízos com os temporais de janeiro na capital

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2011 | 00h00

Enquanto a Fábrica dos Sonhos, a cidade do samba de São Paulo, não fica pronta, é a chuva a principal ameaça do carnaval. Cerca de 70% das escolas sofreram algum tipo de prejuízo com as águas de janeiro, segundo o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sergio Ferreira. Três escolas, porém, sofreram mais.

Os maiores danos aconteceram na Pérola Negra, cujo barracão fica na Vila Leopoldina, na zona oeste (a quadra fica na Vila Madalena). Ali, as estruturas de dois carros alegóricos, as fantasias de duas alas ("Anjo de Jave" e "Aranha Faminta") e a escultura do "Monstro de Sodoma e Gomorra", de 1m12, ficaram avariadas. "Só em material perdemos R$ 50 mil. Mas tem também o tempo de hora extra que a gente teve de pagar para o pessoal da mão de obra, para não atrasar os trabalhos", diz o presidente da escola, Edílson Casal.

Érica Ferreira, diretora da Mocidade Alegre, cujo barracão fica no Limão, na zona norte, diz que a água ali chegou à altura dos joelhos. "Nós já estamos experientes porque todo ano é a mesma coisa. Então, a equipe conseguiu levantar o maquinário dos carros alegóricos e cobrir as alegorias a tempo", conta. Ela diz que o expediente ali tem ido até as 2h, por conta do ritmo acelerado de trabalho a menos de um mês do desfile.

No caso da Águia de Ouro, a mudança do barracão da Avenida Francisco Matarazzo (esquina com a Pompeia) para a Marginal do Tietê (na altura da Ponte Julio de Mesquita) "salvou" muitas estruturas do alagamento. "O antigo barracão continua alagando, já tivemos inúmeras enchentes, mas agora só restam algumas peças ali", conta o diretor de bateria, Armando Guerra Jr. Ele diz que a mudança ocorreu também por causa da chuva.

As tempestades em São Paulo causaram prejuízos em outras escolas. "A chuva destelhou os barracões e molhou muita coisa", diz Ferreira, o presidente da Liga. / COLABOROU PAULO SALDAÑA

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