Em Santos, pré-sal alavanca turismo de negócios

Com economia aquecida, cidade já atrai redes internacionais, como Ibis e Mercure; resorts também estão de olho na região

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2011 | 03h01

Em Santos, o turismo familiar tem dado lugar ao de negócios. A mudança de perfil passa por duas explicações: a descoberta do pré-sal e o anúncio de que o porto será ampliado. Com a economia aquecida, a cidade já tem unidades de redes internacionais, como Ibis e Mercure. Segundo a prefeitura, o aumento no número total de vagas em pousadas e hotéis da cidade, nos últimos cinco anos, foi de 24%, chegando hoje a 4.777.

Para a secretária de Turismo, Wânia Seixas, a realização de eventos quase que diários no centro de convenções local também ajuda a expandir o turismo de negócios. "Estamos vivendo uma mudança gradual. Quando o centro foi inaugurado, em 2001, não tínhamos rede para atender a demanda. Tivemos de enviar gente para o Guarujá e até para São Bernardo do Campo. Agora, já temos estrutura", afirma.

Segundo Wânia, o turismo de negócios hoje já empata com o tradicional. "Mas, como temos ainda muito espaço para crescer, a expectativa é de que o cenário mude nos próximos anos." A revitalização do centro, em estudo pela prefeitura, promete transformar o bairro do Valongo, na região portuária, em um complexo turístico, cultural, náutico e empresarial.

O lançamento do projeto já iniciou o processo natural de especulação imobiliária, acentuado após a Petrobrás anunciar que montará ali um conjunto de escritórios dedicados à exploração do pré-sal. E Santos ainda reivindica o direito de abrigar uma seleção de futebol durante a Copa do Mundo de 2014.

"Estamos dispostos a lutar por essa chance. Firmamos parceria com o Santos Futebol Clube e temos Pelé e Neymar para nos ajudar, que são atrativos internacionais. Se der certo, precisaremos de novos hotéis", afirma a secretária.

Resort. O aquecimento da setor hoteleiro do litoral paulista também atraiu redes de resorts. No Guarujá, a inauguração do Sofitel Jequitimar, ligado ao grupo Silvio Santos, ajudou a qualificar ainda mais a rede, que ganhou não apenas uma opção cinco-estrelas, mas um espaço adequado para a realização de convenções de empresas. São 301 quartos, spa e área de eventos para até 1.600 convidados.

A presença do resort causou um efeito cascata positivo nas taxas de ocupação dos demais hotéis do Guarujá e das cidades vizinhas. Isso porque, quando a lotação se esgota no Sofitel, as empresas e os turistas procuram opções semelhantes na rede. Além disso, a hospedagem de luxo exige maior capacitação dos funcionários que, depois de treinados, espalham conhecimento.

Apesar do cenário mais requintado encontrado hoje na Baixada Santista, é no litoral norte que estão os hotéis mais procurados do litoral. São Sebastião e Ilhabela reúnem 17 mi leitos, com diárias que passam de R$ 1,5 mil, em baixa temporada.

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