Em reunião, policiais de Campinas recusam proposta do governo

Categoria seguiu escolha de delegados da região e negou reajuste de 38% e aumento de 6,2% no salário-base

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2008 | 16h12

Ao menos 200 policiais civis se reuniram nesta sexta-feira, 3, em assembléia realizada em Campinas, a 95 quilômetros de São Paulo, para discutir a proposta do governo do Estado. A polícia pede reajuste de 15% neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010. O governo estadual propõe até 38% de reajuste no piso salarial dos delegados e aumento de 6,2% no salário-base. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região, Aparecido Lima de Carvalho, os policiais acompanharam a decisão tomada por delegados da região na quinta-feira, de não aceitar a proposta. "Está muito fora do que a gente está pedindo", afirmou.  Veja também:Policiais civis de Santos protestam e pedem saída de Marzagão "O governo fala em até 38%. Se fosse isso mesmo, a gente terminava com a greve. Os 38% são para delegados em início de carreira. Os demais ganham 3% a 5% sobre o salário-base. O governo teria que ter mais clareza, e dizer para quem são os 38% e quanto é sobre o salário-base dos delegados com mais tempo de carreira. Quando o governo fala em reestruturação da polícia, precisa dizer o que significa", disse o presidente do sindicato. Nesta sexta-feira, 200 policiais realizaram uma passeata em Jundiaí. Aproximadamente mil policiais participaram de passeatas em Campinas e Piracicaba na última terça-feira, por melhores salários e condições de trabalho. "Como já disse, a situação é de desespero. Não temos viatura, não temos gente, não temos computadores. A população sofre com isso", afirmou Carvalho.

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