Rafael Arbex/Estadão
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Em recuperação, Cantareira completa três meses sem queda

Principal sistema hídrico de São Paulo opera com 42,6% e registrou última perda no volume armazenado de água no dia 22 de outubro

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2016 | 10h11
Atualizado 22 de janeiro de 2016 | 11h30

SÃO PAULO - Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira completou três meses sem registrar nenhuma perda no volume de água represada, segundo aponta relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta sexta-feira, 22. O nível de outros três mananciais, entre eles o Guarapiranga, sofreu queda.

Os reservatórios que compõem o Cantareira operam com 42,6% da capacidade, de acordo com dado tradicionalmente informado pela Sabesp, que considera duas cotas de volume morto como se fossem volume útil do sistema. A alta em comparação ao dia anterior, quando estava com 42,2%, é de 0,4 ponto porcentual. Esta foi a 51ª vez consecutiva que o nível do sistema subiu.

A última vez que o Cantareira registrou alguma queda foi exatamente há três meses, no dia 22 de outubro. Na ocasião, o volume armazenado de água desceu de 15,7% para 15,6%. Desde então, a quantidade de água armazenada no sistema quase triplicou.

O aumento registrado nesta sexta aconteceu apesar de não ter chovido sobre a região nas últimas 48 horas. A pluviometria acumulada neste mês, no entanto, está em 180,5 milímetros. Além do período de chuva, outros fatores explicam a recuperação do Cantareira, que saiu do volume morto no final de 2015: a diminuição da retirada de água do sistema pela Sabesp, o racionamento e a redução do consumo. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também aplica multas para os chamados "gastões" e oferece bônus para quem conseguir economizar água.

A situação do sistema, no entanto, ainda demanda cuidados. Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o manancial está com apenas 13,3% da capacidade. Já o terceiro índice está em 32,9%.

Outros mananciais. Atual responsável por atender o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), o Guarapiranga sofreu queda de 0,1 ponto porcentual e opera com 86,1%, ante 86,7% no dia anterior. Além dele, os Sistemas Alto Cotia e Rio Grande também perderam água represada. Enquanto o primeiro caiu de 99,5% para 99,3%, o segundo desceu de 93% para 92,8%.

Já o Alto Tietê ficou estável pelo segundo dia seguido e está com 28,9% da capacidade. O índice já considera um volume morto acrescentado ao cálculo no final de 2014.

Por sua vez, o Rio Claro teve aumento de 0,1 ponto e registra 80,5% do volume de água. No dia anterior, o índice era de 80,4%.

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