Em queda, nível das represas do sistema Cantareira chega a 10,5%

O mês de abril terminou com 26,8% menos chuvas do que o esperado para a época; capacidade das represas está em recorde negativo

O Estado de S. Paulo

01 Maio 2014 | 10h56

Após quatro meses de chuvas abaixo da média, o Sistema Cantareira registrou novo recorde negativo nesta quinta-feira, 1º. O nível do conjunto de reservatórios, que abastece a capital e algumas cidades da região metropolitana, caiu para 10,5%, de acordo com a medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Pelo segundo dia seguido, o índice recuou 0,2 ponto percentual.

Na mesma data do ano passado, as represas tinham 62,8% da capacidade. Ainda de acordo com a Sabesp, abril terminou com 26,8% a menos de precipitação do que o previsto para o período. Apesar da situação crítica do sistema, que enfrenta a pior crise hídrica desde que foi criado, na década de 1970, o governo paulista ainda não decretou racionamento.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a vazão média afluente registrada no Cantareira, ou seja, o volume de água que entrou no manancial, corresponde a somente 15% da média histórica. A queda foi identificada pelo comitê anticrise liderado pela Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), do governo do Estado.

O verão e início de outono secos também impactaram outras represas paulistas. O nível do Sistema Alto Tietê, que fornece água para a zona leste da capital e alguns municípios da Grande São, está em 35,8% - ante 66,3% na mesma época de 2013. Já o Sistema Guarapiranga, que abastece a zona sul paulistana, está com 77,6% da capacidade. No ano passado, o índice era de 88,7% na mesma data. 

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