Em Portugal, jovem matou quatro na contramão

Em 2002, português de 24 anos matou quatro na cidade do Porto; ele foi condenado a 25 anos de prisão

estadao.com.br

18 de fevereiro de 2008 | 16h36

O caso do bancário Kleber Plens, que morreu depois de andar cerca de 4 quilômetros na contramão, na Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, e bater de frente com um caminhão, não é o primeiro do tipo. Em 2002, o jovem Luís Filipe Soares, de 24 anos, passou por uma cena que até hoje não tem explicação em Gaia, na cidade do Porto, em Portugal. Após uma noite de excesso de bebidas em uma churrascaria, o jovem acelerou na contramão e, durante dois quilômetros, atirou deliberadamente seu jipe contra carros e uma moto numa rodovia que liga as cidades do Porto e Viana do Castelo. No caminho, o jovem deixou um saldo de vítimas bem maior: quatro mortos.   Veja também: Corpo de motorista que bateu na contramão é enterrado   O fato aconteceu em 29 de Março de 2002. Luís Filipe teria ido acompanhado de um amigo a uma churrascaria e depois de deixá-lo em casa iniciou a manobra na contramão. O que se passou a seguir foi um autêntico filme de terror. Milagrosamente, ele sobreviveu, e foi encaminhado, em coma, para o Hospital de São João, onde as análises revelaram que a taxa de álcool em seu sangue estava acima do aceitável. Em um tribunal, Luís Filipe garantiu que não se lembrava de nada e jurou que nunca mais na vida voltaria a conduzir.   Ainda hoje, não há uma explicação convincente para a matança: efeitos do álcool, um coquetel de drogas, tentativa de suicídio. A imprensa portuguesa chegou, inclusive, a aventar a possibilidade de uma aposta. A finalidade seria vencer o desafio e chegar vivo ao destino para receber o dinheiro. Como não houve uma maneira de confirmar oficialmente essa versão, o Ministério Público português acusou-o de quatro homicídios. Ele foi condenado a 25 anos de cadeia.   Justiça portuguesa   Segundo o diário português 'Correio da Manhã', Luís Filipe Soares está preso desde 5 de Maio de 2002. Foi condenado à pena máxima. Ele tinha 24 anos quando deu entrada no Estabelecimento Prisional de Custóias, em Matosinhos. Segundo as leis portuguesas, ele poderá ter o benefício da liberdade condicional quando cumprir metade da pena (12 anos e seis meses de prisão). Além disso, a Justiça portuguesa determinou que, após o cumprimento da pena, se ele quiser voltar a conduzir, terá de ser avaliado por psiquiatras e, se autorizado, terá de fazer todos os trâmites de uma nova habilitação.

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