Em Pinheiros, até um Audi V6 deixado na rua acabou leiloado

Nesse tipo de veículo, não só a lataria vale dinheiro, mas também os pneus e, principalmente, as peças internas do motor

O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2012 | 03h07

O conteúdo dos lotes que vão à leilão varia de acordo com a região da cidade de São Paulo. Nas áreas periféricas, a chance de interessados encontrarem ônibus, vans e caminhões entre os veículos abandonados é maior. Na região central, os carros populares são maioria. Já nos bairros nobres, há chance até de encontrar um carro importado entre as várias carcaças à venda. Mesmo que pequena, essa possibilidade faz o leilão da Subprefeitura de Pinheiros ser o mais disputado da capital.

Na área, que abrange bairros como Jardins e Itaim-Bibi, a Prefeitura já chegou a retirar um Audi V6 das ruas. O veículo foi leiloado e fez subir o valor do lote. Nesse caso, não é só a lataria que vale dinheiro, mas também os pneus e, principalmente, as peças internas no motor.

"Nosso trabalho é como o serviço de um catador. Temos de analisar as peças e tirar o máximo delas. Nesse caso, a briga é bem mais feia no leilão", revelou Adalberto Gonçalves Teixeira, de 58 anos.

O Estado acompanhou os leilões realizados pelo Município nas últimas duas semanas. Tanto na Subprefeitura de Cidade Ademar quanto na do Ipiranga, a disputa foi rápida. Em dois, três minutos, o leilão estava finalizado.

"Normalmente, são as mesmas pessoas que participam e elas já chegam aqui sabendo até onde podem ir. É difícil vender muito acima do valor mínimo", explicou o leiloeiro de Cidade Ademar, João Vicente Paione.

A disputa só é acirrada quando o lote tem um "diferencial", que pode ser um ônibus, um caminhão ou, quem sabe, um Audi. Aí, são as peças internas que ditam os valores das apostas.

Mutirões. A Prefeitura afirma que vai continuar realizando mutirões para limpar as ruas da cidade. Para alcançar a meta de zerar a sucata urbana, a aposta é investir em tecnologia.

Neste mês, a Subprefeitura da Sé vai começar a testar um novo guincho, que reduz para cinco minutos o tempo da retirada. Hoje, o processo demora cerca de uma hora. / A.F.

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