Divulgação/PMJ
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Em pico de pandemia, fiscais vão às ruas contra comércio de 'meia porta' em Jundiaí

Cidade voltou para fase vermelha do Plano São Paulo e apenas comércio essencial pode funcionar

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2020 | 16h51

SOROCABA - Fiscais flagram e multam o comércio que burla a quarentena funcionando em meia porta, em Jundiaí, no interior de São Paulo. No pico da pandemia, com 4,7 mil casos positivos e 222 mortes pelo coronavírus, a cidade de 420 mil habitantes voltou para a fase vermelha do Plano São Paulo na última segunda-feira. Apenas o comércio essencial, como supermercados, óticas e farmácias, pode funcionar, mas houve denúncias de que muitos operam com as portas fechadas ou semi abertas. Na manhã desta sexta-feira, 14 estabelecimentos funcionando de forma irregular foram notificados no Residencial Jundiaí, bairro com maior número de casos.

Nos últimos sete dias, Jundiaí registrou média de 100 novos casos diários e a taxa de ocupação de leitos de UTI subiu para 76%. Somente na terça-feira (7) foram registrados seis novos óbitos. Durante a fiscalização, os fiscais notaram que, apesar de todo comércio fechado, havia movimentação de pessoas e carros nas ruas. Na abordagem aos consumidores, foi verificado que as compras foram feitas em locais que deveriam estar fechados.

Conforme a chefe do Departamento de Fiscalização, Cristina da Fonseca, o foco é orientar sobre o decreto da quarentena e pedir que o comerciante feche, só aplicando multa em caso de insistência na abertura. “O comércio de rua não essencial não está autorizado a funcionar, mas encontramos diversos funcionando, inclusive salões de beleza”, disse. Na semana passada, a fiscalização já havia feito 73 notificações e aplicado cinco autos de infração com imposição de multa de R$ 1,7 mil cada um.

MUDANÇA

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) se reuniu com o governo estadual, na manhã desta quarta, para pedir autonomia para os sete municípios da aglomeração urbana de Jundiaí na análise dos dados que determinam a inclusão nas diferentes faixas do plano. O pedido é para que os dados da região de Jundiaí sejam considerados de forma desvinculada da região de Campinas. “Realidades distintas não podem ser tratadas da mesma forma e entendemos que nossa região deve ser considerada pelos índices apenas desses municípios e não vinculada à região de Campinas. As realidades médicas, hospitalares e epidemiológicas são diferentes”, disse.  

Jundiaí está entre as cidades do interior que já podem transferir pacientes com coronavírus para o Hospital de Campanha do Ibirapuera, na capital. Conforme o governador João Doria, a ação permite o atendimento efetivo dos doentes, sem aumento de custos, dispensando a montagem de hospital de campanha nessas cidades, que têm aumento no número de casos. Na capital, a disseminação do vírus já diminuiu. Inaugurado em 1.o de maio, o hospital de campanha do Ibirapuera dispõe de 240 leitos de enfermagem e 28 de UTI. Na manhã desta quarta, 146 pacientes estavam internados. A prefeitura de Jundiaí informou que ainda não há previsão de transferência de pacientes da cidade para a capital.

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