Em Pernambuco, cidade espera para ser ''realocada''

O prefeito de Água Preta, um dos 12 municípios da Zona da Mata pernambucana em estado de calamidade pública, Eduardo Coutinho (PSB), aguarda hoje a chegada de um consultor da secretaria estadual de Cidades que ficará responsável por começar a traçar um plano geral de realocação da parte devastada pelas enchentes. Cerca de 3 mil pessoas estão desabrigadas e não podem retornar às áreas de risco onde moravam. De forma emergencial, deverão ser construídas 800 casas num terreno de 219 hectares já desapropriado.

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2010 | 00h00

Ciente de que a reconstrução vai levar tempo, "mesmo com empenho", ele destacou o "esforço coletivo" que toma conta de Água Preta na tentativa de limpar a cidade, que sofreu duas enchentes do Rio Una em dez dias. Caminhões e tratores recolhendo entulhos e lama nas ruas e comerciantes buscando limpar e salvar suas lojas e equipamentos faziam parte do cenário, ontem - e se repetia em municípios como Barreiros e Palmares, onde as águas dos rios voltaram ao leito.

Em Barreiros, a população recebe assistência médica em um hospital de campanha montado pela Aeronáutica. Palmares improvisou escolas como abrigos e espera a instalação de tendas do Exército para servir de moradia.

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