Em pânico, lojistas fecham às pressas

Com medo, funcionários do Shopping Light, no Viaduto do Chá, deixaram o trabalho

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h02

Pessoas correndo pelas ruas, uma faculdade sendo esvaziada às pressas por bombeiros, lojistas fechando as portas e a notícia de uma explosão na rua. O centro da capital viveu momentos de pânico no fim da tarde de ontem, após o vazamento de gás na região da Praça Ramos de Azevedo e do Viaduto do Chá.

De olho no que os colegas faziam, vários comerciantes baixaram as portas em série. "Será que vai explodir?", perguntava o segurança Sandro Silva, de 44 anos, funcionário de uma das lojas fechadas antes do horário.

O forte cheiro de gás que se espalhou pela região contribuía para o medo de uma tragédia. Até o comércio do Shopping Light, no Viaduto do Chá, foi prejudicado. "Meu patrão dispensou todos os funcionários. Era um pavor geral", contou o balconista Valdeci Cordeiro, de 56 anos, ajudante de uma loja de vitaminas.

Quem mora na região também se assustou. O aposentado Lauro Queiroz Neto, de 72 anos, morador do Edifício Oswaldo Cruz, a 50 metros do ponto da explosão que causou o vazamento, fugiu de casa. "Senti o cheiro e achei que o vazamento era no meu apartamento."

Sem aula. No prédio onde funciona a faculdade União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp), na Conselheiro Crispiniano, cerca de 3 mil alunos que já estavam nas salas de aula foram obrigados a sair correndo pelos bombeiros.

Apesar de o vazamento ter sido controlado às 18h40, pouco mais de uma hora depois da explosão no respiro da rua, o trânsito e os bloqueios para pedestres instalados pela Polícia Militar continuaram até as 20 horas.

Com tanta gente impedida de ficar ao redor da Praça Ramos, uma grande aglomeração de curiosos se formou atrás dos bloqueios instalados pela Polícia Militar. Em um deles, na Rua Coronel Xavier de Toledo, três pessoas acabaram detidas por tentar passar as faixas de segurança. / DIEGO ZANCHETTA, NATALY COSTA e BRUNO RIBEIRO

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