Em ofício, Prefeitura atesta segurança do local

A Fundação Memorial da América Latina rebateu a informação dada pela Prefeitura de São Paulo de que o Auditório Simón Bolívar estava sem alvará de funcionamento. A entidade apresentou e-mails trocados com representantes do Contru (antiga Divisão Técnica de Locais de Reuniões) para provar que havia cumprido todas as exigências e que o alvará só não estava emitido por morosidade da própria Prefeitura.

O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2013 | 02h01

Entre os documentos, está um ofício assinado em 16 de maio por Silvio De Sicco, ex-diretor do Contru 2, afirmando que "após vistoria realizada no Auditório do complexo, foram atendidas, mediante apresentação de atestados e laudos técnicos, todas as exigências no sentido de preservar as condições de segurança no uso do local".

Segundo o diretor-presidente da Fundação Memorial, João Batista de Andrade, após algumas tratativas, três técnicos fizeram vistoria no complexo em 8 de maio deste ano - ele disse ter determinado a obtenção do documento, vencido desde 1993. Na vistoria, os técnicos identificaram falhas e fizeram 13 recomendações. Todas teriam sido atendidas. No dia 15 do mesmo mês, o Contru pediu um atestado extra, sobre a segurança da rede elétrica, que foi enviado no mesmo dia.

No dia seguinte, como havia um evento no auditório, o Memorial pediu algum atestado sobre a segurança. E recebeu o ofício assinado por De Sicco. "Depois disso, em outubro, fomos informados que deveríamos aguardar a emissão do alvará, pela internet. E não fomos procurados", afirma Andrade.

A Prefeitura confirma a vistoria feita em maio e, em nota, diz que existe um processo para regularização em andamento, que não foi finalizado. Mas afirma que só na segunda-feira comentaria o ofício apresentado pelo Memorial. / B.R.

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