Em NY, orelhões agora têm Wi-Fi

Projeto-piloto começou quarta com 10 cabines

Michael M. Grynbaum, The New York Times, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2012 | 03h06

Foi-se o tempo em que Clark Kent se enfurnava em uma cabine telefônica para sair vestido como uma criatura poderosa do espaço sideral.

Desde quarta-feira, pode-se entrar em uma cabine telefônica de Nova York e sair com uma poderosa conexão sem fio para seu smartphone. É um bom começo.

A cidade converteu dez cabines telefônicas públicas de três distritos - Manhattan, Brooklyn e Queens - em pontos de acesso de Wi-Fi, infundindo um sopro de tecnologia moderna em algumas das infraestruturas mais especialmente obsoletas da cidade. O projeto é considerado uma maneira de explorar a viabilidade de uma rede de Wi-Fi em âmbito municipal e uma chance para a cidade analisar o que fazer com os milhares de telefones públicos que continuam ativos.

"No momento em que começamos a avaliar o futuro dos telefones públicos em Nova York, esse piloto deve nos ajudar a aferir o interesse público em algumas amenidades que a próxima geração de dispositivos pode oferecer", disse Rahul N. Merchant, comissário do Departamento de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da cidade.

O sinal de Wi-Fi, que funciona com todos os laptops, smartphones e tablets comuns, se estenderá de 30 metros até 60 metros de cada cabine. A prefeitura comunicou que não haverá limites para o uso ou a banda larga nem custo para se conectar ao sinal.

Para os nostálgicos, as próprias cabines continuarão ativas para ligações telefônicas à maneira antiga. A prefeitura informou que vai monitorar o uso do programa-piloto de cabines telefônicas enquanto avalia se vai continuar com ele ou expandi-lo. Já existe Wi-Fi gratuito em sucursais da biblioteca municipal e várias dezenas de parques. "Um dos pedidos mais frequentes dos nova-iorquinos é por mais Wi-Fi gratuito em espaços públicos", disse Rachel Sterne, a diretora para assuntos digitais da cidade.

Ainda existem 12.360 telefones públicos nas calçadas e Nova York. Apenas alguns deles ainda estão abrigados em cabines telefônicas.

A manutenção e a operação dos telefones foram terceirizadas para 13 empresas, mas esses contratos devem expirar em outubro de 2014, suscitando especulações sobre o destino dos telefones no longo prazo. Na semana passada, a prefeitura emitiu uma solicitação formal para empresas e indivíduos sugerirem usos potenciais para os telefones no futuro. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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