Em números absolutos, São Paulo e Minas lideram ranking

Em todas as regiões, o Ciência sem Fronteiras está concentrado em instituições maiores e grandes cidades. Em números absolutos, a maioria dos intercambistas sai de São Paulo e de Minas Gerais, que respondem por cerca de 15 mil bolsas.

Victor Vieira, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2013 | 02h02

Mesmo no Nordeste, apenas Pernambuco, Ceará e Bahia ficaram com mais de 60% dos intercâmbios. Na Região Norte, Acre, Roraima e Amapá ainda não superaram o patamar de dez bolsas cada um. Em todos os Estados, estão no topo da lista universidades públicas federais e estaduais.

Para o coordenador institucional do programa na Universidade Federal de Rondônia, Valdir Aparecido de Souza, é mais fácil que alunos de classe média e áreas com mais recursos participem dos editais. "Ações de curto prazo não mudam carências históricas", critica. O impacto das bolsas para o Norte, segundo ele, deve ser pequeno com a migração dos egressos do programa para o Centro-Sul ou para o exterior por falta de oportunidades no mercado local.

Além de desníveis regionais, o programa revela problemas gerais do ensino básico e do superior, como a falta de intimidade dos alunos com idiomas estrangeiros. "É importante avançarmos no domínio do inglês, a língua científica internacional", diz a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader.

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